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Nações Unidas

Conselho Europeu de Sindicatos de Polícia pede à ONU mais formação em direitos humanos

O Conselho Europeu dos Sindicatos de Polícia apelou à ONU para que "pressione os governos nacionais no sentido de darem prioridade à formação a todos os corpos policiais" em direitos humanos.

O presidente do Conselho Europeu dos Sindicatos de Polícia, Ricardo Valadas, reúne-se esta terça-feira com o Alto Comissariado da ONU

OLIVER BERG/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O presidente do Conselho Europeu dos Sindicatos de Polícia, o português Ricardo Valadas, reúne-se na terça-feira com o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos e vai apelar para a “necessidade urgente” de mais formação das forças policiais.

Queremos alertar a ONU para a necessidade urgente de haver um reforço na defesa dos direitos humanos e para isso é fundamental que as polícias europeias tenham formação específica para lidarem com uma realidade que afeta todo o espaço europeu”, disse à Lusa Ricardo Valadas, dirigente máximo da Associação Sindicato dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC) das Polícia Judiciária.

O presidente do Conselho Europeu dos Sindicatos de Polícia (CESP) quer que o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos “pressione os governos nacionais no sentido de darem prioridade à formação a todos os corpos policiais para lidarem com determinadas questões, nomeadamente migrantes, e exigirem mais das pessoas que contratam”.

“Atualmente tem de se ter muito cuidado como se pensa a investigação criminal e como se expõe as vítimas”, acrescentou.

Para Ricardo Valadas, a própria mediatização de pessoas que são absolvidas em julgamento, mas que anteriormente já foram condenadas na praça públicas, é uma questão de violação de direitos humanos.

Outras das questões que serão abordadas na reunião é a luta contra o terrorismo e corrupção, como se pode tornar mais eficientes o apoio à vítima e as condições de trabalho das polícias a nível europeu.

Em setembro de 2018, Ricardo Valadas foi eleito por unanimidade presidente do CESP, sendo o primeiro português a ocupar o cargo.

O CESP é membro consultivo do Conselho da Europa.

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