Maxwell Bates-Spiers, mais conhecido por Max Spiers, faleceu em 2016, quando tinha viajado para a Polónia para dar uma conferência. Um inquérito divulgado esta segunda-feira revela que Max Spiers terá morrido por “pneumonia e intoxicação de comprimidos”, avança o jornal The Gardian.

Max Spiers era famoso pelas teorias da conspiração e por fenómenos paranormais. Ex-toxicodependente, nomeadamente em heroína e crack, terá comprado durante a sua estadia na Polónia entre “oito a dez caixas” de um medicamento turco equivalente ao Xanax, tendo consumido vários comprimidos desses no dia da sua morte, a 16 de julho de 2016.

A autópsia realizada revelou ainda elevados níveis de oxicodona — fármaco opioide analgésico, análogo semi-sintético da morfina. A junção com a pneumonia detetada foi a dose fatal.

Durante as férias na Polónia, Max Spiers ficou em casa da amiga Monika Duval, a quem também lhe foi apontado um relacionamento informal. Aquando da sua morte, Monika Duval disse que Spiers adormeceu no sofá depois de ter tomado os compridos. Quando se apercebeu de que ele estava com problemas em respirar e estava a vomitar ao mesmo tempo, chamou a equipa médica, revela o inquérito.

Notei que ele tinha alguma coisa na boca, alguns restos de comida, então virei-o para o lado e vi fluidos gástricos a sair — um líquido castanho, como um pouco de cor de chá”, conta  Monika Duval, amiga de Max Spiers.

Apesar de todas as tentativas de reanimação, Max Spiers acabou por falecer no local.  Na investigação é ainda referido que estava bastantes vezes doente enquanto estava com Monika e, inclusivamente, se “sentia fraco” e demonstrava “problemas de foco e atenção”, refere o jornal britânico.

Um comunicado do Ministério Público polaco já tinha revelado que  Max Spiers tinha tomado cerca de 10 comprimidos de Xanax turco, mas que a dose não era exagerada dado que genérico tinha uma dosagem diferente. As autoridades referiram ainda que tinha “morrido de causas naturais”, excluindo a participação de terceiros. Em contrapartida, o toxicologista britânico David Rose considera que a dosagem encontrada no organismo de Spiers era o dobro da dose terapêutica recomendada.