EMEL

Não, não é um “bónus” de Dia de Reis. Falha na “app” da EMEL despejou euros na conta de milhares de clientes

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É utilizador da "app" da empresa que gere o estacionamento em Lisboa? Veja se o saldo que lhe aparece corresponde ao valor que lá tem carregado. Um "bug" está a despejar dezenas de euros nas contas.

É utilizador da app da EMEL, a empresa que gere o estacionamento em Lisboa? Então, verifique se o saldo que lhe aparece corresponde ao valor que lá tem carregado. Um bug informático despejou dezenas de euros nas contas — segundo fonte oficial da empresa, cerca de 14 mil contas foram afetadas e estima-se que cerca de 100 mil euros tenham sido distribuídos pelas contas. Não houve subtração de saldo, só creditações indevidas, garante a mesma fonte — mas não, não se trata de um bónus de Dia de Reis: a empresa anunciou esta quarta-feira que já resolveu o problema.

Trata-se de uma falha na verificação regular que é feita dos saldos da app, um bug no programa que é corrido pela empresa de software que gere a aplicação ePark. Pelo menos desde a tarde de ontem que o problema estará a ocorrer. “A EMEL informa que a falha no sistema informático que serve de suporte à aplicação ePark, e que ontem levou a que fossem creditados, indevidamente, diversos valores nas contas de aproximadamente 14 mil utilizadores, se encontra resolvido e congratula-se pelo facto de nenhum utilizador ter sido prejudicado”, disse a EMEL em comunicado esta quarta-feira, acrescentando que a empresa foi “alheia a esta situação”.

O caso de um utilizador que tem, na realidade, cerca de 50 euros carregados na “app”.

Mas e o que acontece se alguém gastar saldo que não tem — por hipótese, alguém que tinha dois euros de saldo mas aparecem quatro? A mesma fonte da EMEL esclarece que quando for reposta a normalidade, nessas situações a conta poderá ficar com saldo negativo, pelo que o valor em dívida será subtraído de um futuro carregamento.

A EMEL tem cerca de 370 mil registos na plataforma eletrónica, o que inclui não só a app ePark como, também, as bicicletas da Gira e o próprio registo no site da EMEL — mas a maioria dos registos são relativos a pessoas que usam a app de smartphone da empresa que gere o estacionamento em Lisboa.

Apesar da coincidência de valores, o problema informático não terá qualquer relação com os 100 mil euros que a EMEL ofereceu aos #Bem_Estacionados, isto é, às pessoas que não tiveram multas de estacionamento no ano passado. As primeiras 20 mil pessoas que se registaram no site da iniciativa receberam cinco euros de saldo gratuito, oferecidos por esta empresa cujo presidente quer tornar “a empresa mais amada de Lisboa” (Luís Natal Marques, em entrevista ao Jornal de Negócios).

(artigo atualizado às 12h12 desta quarta-feira com a resolução do problema por parte da EMEL)

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