Nicolás Maduro

Venezuela. Maduro promete resposta proporcional a quem não reconhecer novo mandato

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Nicolás Maduro advertiu segunda-feira que o seu Governo responderá de forma proporcional e oportuna aos países e instituições que não reconheçam o novo mandato, que terá início a 10 de janeiro.

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro falava aos jornalistas no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas

Cristian Hernandez/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, advertiu segunda-feira que o seu Governo responderá de forma proporcional e oportuna aos países e instituições que não reconheçam o novo mandato que terá início a 10 de janeiro. “Àqueles que não reconhecerem a legitimidade das instituições venezuelanas daremos uma resposta proporcional e oportuna. Atuaremos com muita firmeza porque a Venezuela respeita-se, seja a quem for no mundo”, disse.

Nicolás Maduro falava aos jornalistas no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas, tendo, no entanto, vincado que conta com o apoio da maioria dos Governos do mundo. “Daremos uma resposta firme, clara, oportuna e imediata pela afronta que qualquer Governo ou qualquer instância internacional intente contra o nosso país. A Venezuela tem quem a defenda”, frisou.

A advertência do Presidente Nicolás Maduro tem lugar depois de vários países do continente americano terem anunciado que não reconhecerão o novo mandado (2019-2025) que terá início a 10 de janeiro.

Maduro vai prestar juramento para um novo mandado presidencial perante o Supremo Tribunal de Justiça, ao invés da Assembleia Nacional (parlamento), já que não reconhece legitimidade a este órgão que acusa de estar a afrontar sentenças daquele tribunal.

Segundo o Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela, Maduro foi reeleito para um novo mandato presidencial nas eleições antecipadas de 20 de maio de 2018, com 6.248.864 votos (67,84%). Um dia depois das eleições, a oposição venezuelana questionou os resultados, alegando irregularidades e o não respeito pelos tratados de direitos humanos ou pela Constituição da Venezuela.

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