Rádio Observador

Timor-Leste

Xanana desafia oposição timorense a esclarecer se apoia projeto do Greater Sunrise

Xanana Gusmão considerou esta terça-feira "interesse do Estado" a compra da participação maioritária no consórcio do Greater Sunrise, desafiando a oposição a clarificar a sua posição.

Xanana Gusmão falava no Parlamento Nacional numa sessão plenária dedicada a explicar aos deputados a operação de compra de uma participação no consórcio do Greater Sunrise

ANTONIO DASIPARU/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O negociador principal de Timor-Leste para o Mar de Timor, Xanana Gusmão, considerou esta terça-feira “interesse do Estado” a compra da participação maioritária no consórcio do Greater Sunrise, desafiando a oposição a clarificar a sua posição. “Digo aos senhores da oposição: fazem perguntas, dizem que apoiam, mas depois? Se não apoiam, digam claro. Sejam claros para todos nós sabermos”, afirmou.

Xanana Gusmão falava no Parlamento Nacional numa sessão plenária dedicada apenas a explicar aos deputados a operação de compra por Timor-Leste de uma participação no consórcio do Greater Sunrise, no Mar de Timor.

Depois de várias horas a explicar e a responder a perguntas dos deputados sobre vários aspetos técnicos da estratégia para o Greater Sunrise, Xanana Gusmão passou a críticas políticas à oposição, que disse ter posturas contraditórias, e ao Presidente da República, que vetou alterações à lei de operações petrolíferas apresentadas para facilitar a compra da participação. “Estou demasiado velho para aguentar falta de maturidade”, disse aos deputados.

Em causa estão os acordos que Xanana Gusmão assinou em nome de Timor-Leste para a compra das ações da ConocoPhillips e da Shell no consórcio do Greater Sunrise, num valor total de 650 milhões de dólares.

Em dezembro, o Presidente da República vetou um conjunto de polémicas alterações à lei de operações petrolíferas que deveriam servir para financiar essas operações, que estão agora inscritas, como despesa, na proposta do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2019, que o chefe de Estado está a analisar.

A operação da participação da ConocoPhillips, no valor de 350 milhões de dólares, já tinha sido contabilizada nas contas quando estas entraram no parlamento, mas os 300 milhões de dólares para a compra das ações da Shell foram incluídos no debate na especialidade do OGE.

Xanana Gusmão criticou o facto de a oposição continuar a exigir mais diálogo sobre o assunto, inclusive com o chefe de Estado, recordando que esteve com Lu-Olo, a quem apelou para promulgar as alterações. “Eu vou lá para explicar tudo, depois de assinar a compra da Conoco, peço para promulgar. Depois membros do seu partido questionam a legalidade, acusam-me de tentar corromper a lei e o Estado quando assinei. E depois ele veta”, afirmou.

O líder timorense criticou ainda o tom de algumas das perguntas. “Eu não estou aqui para brincar. Eu não estou aqui para perder tempo. Eu não estou aqui a defender o meu dinheiro, não é uma questão pessoal. Eu defendo o interesse nacional e aguento por causa disso”, afirmou.

Durante o debate, a oposição questionou vários aspetos do acordo, desde o custo ao retorno económico e financeiro do projeto e da estratégia de investimento do Governo.

A legalidade das operações de compra da participação no consórcio da Greater Sunrise e até aspetos como o formato do debate desta terça-feira — em que praticamente toda a intervenção ficou a cargo de Xanana Gusmão — foram igualmente questionadas pela oposição.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)