De início, em 2008, a produção da Tesla limitava-se à electrificação do Lotus Elise, sendo que o veículo era enviado pela Lotus de Inglaterra, já construído mas sem mecânica, que era montada na Califórnia, dando origem ao primeiro modelo da casa, o Roadster, idêntico ao que o foguetão de Elon Musk levou num passeio sem regresso no Falcon Heavy. A primeira vez que o construtor norte-americano concebeu um veículo, e o produziu, foi em 2012, o Model S. E mesmo agora, passados sete anos, a falta de experiência ainda leva a alguns problemas que limitam a sensação de qualidade nos Tesla.

Os mais evidentes são as folgas, por vezes desiguais, entre os painéis da carroçaria, tanto nos Model S e X, como no mais recente Model 3, e que a Tesla tentou por cobro graças a uma solução que patenteou em Novembro de 2018. Porém, só em 2019 a solução será implementada, uma vez que a forma como os diferentes painéis são fixados ao chassi muda, permitindo uma maior flexibilidade na afinação, não só dos painéis entre si, mas também das folgas existentes entre estes e as portas.

Denominada Clamping Assembly for Securing Together a Pair of Adjacently Located Panels, a nova patente substitui as antigas fixações, mais rígidas, por outras de regulação mais flexível, com o funcionamento que se pode ver nos esquemas:

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Se esta nova solução permite resolver a questão das folgas variáveis, resta à Tesla encontrar resposta para contornar algumas falhas no acabamento dos interiores, que se podem dever em parte à concepção dos diferentes encaixes ou à falta de rigor dos fornecedores dos suportes de copos e afins. Com a vantagem deste problema ser bem mais simples de resolver do que o da folgas, que em breve deverá ser sanado.