PSD

Adão Silva: PSD defende melhores salários no SNS

Ex-secretário de Estado da Saúde do PSD defende melhores salários no SNS e que cabe ao Governo decidir entre o bloco da esquerda e o da direita no momento da aprovação da nova lei de bases da Saúde.

MÁRIO CRUZ/LUSA

Mais financiamento para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e melhores condições e salários para os profissionais de saúde. Foi o que defendeu o vice-presidente da bancada do PSD e ex-secretário de Estado da Saúde, Adão Silva, em entrevista ao jornal Público e Rádio Renascença publicada esta quinta-feira.

Questionado sobre quais as propostas concretas do PSD para fazer regressar médicos e enfermeiros e fixá-los no SNS, Adão Silva, que esta semana deu a cara pelo projeto de lei do PSD da revisão da lei de bases da Saúde, apontou logo o dedo aos salários.

A primeira questão é obviamente pagar melhor aos profissionais. Ninguém consegue ter profissionais motivados e atraídos para o SNS se não se pagar melhor”, disse, recusando contudo que estivesse a fazer uma promessa eleitoral de que, se o PSD fosse governo, aumentaria os salários no setor.

“O que tem de haver é uma situação de melhor racionalidade”, limitou-se a dizer. Até porque, insistiu, “não estou habilitado para fazer promessas eleitorais e acho que não é tempo de as fazer”. “O que estou a dizer é muito simples, a base do SNS são os profissionais e profissionais pouco motivados, com salários e carreiras paradas, não são obviamente profissionais que respondam bem”, acrescentou, recusando-se a dizer se o PSD equipararia os salários no público aos salários no setor privado.

Assumindo que o PSD “reafirma” que a melhor gestão do SNS pode passar por mais parcerias público-privadas, Adão Silva defendeu o fim da “guerra inútil de público contra privado” e sublinhou a necessidade de “cooperação” porque, “no fim do dia, o que o cidadão quer é ter acesso a cuidados de saúde de qualidade.

Questionado sobre se espera consenso com o Governo nesta matéria, o deputado social-democrata pôs o ónus no Governo: é o Governo que tem de “decidir” para que lado vai, se para a esquerda, se para a direita, porque as duas visões são diametralmente opostas. “Existem aqui dois blocos profundamente diferentes, o do PCP e do BE, e depois diria PSD e CDS. Esperamos que o Governo se decida como quer fazer”, disse.

Sobre o clima de contestação interna que se vive no seio do PSD, Adão Silva, que é próximo de Rui Rio, desafiou os críticos do líder a darem a cara. Caso contrário, “do ponto de vista democrático”, estão a praticar apenas um “tipo de jogo intolerável”.

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