Iémen

Iémen. Ataque com drone explosivo mata seis militares durante desfile

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Entre os feridos do ataque das forças rebeldes huthis está o chefe do Estado-Maior do exército, o seu vice, o chefe de Inteligência Militar e outro comandante ligado ao governo do Iémen.

O drone explodiu durante um desfile militar na base aérea de Al-anad, no sul do Iémen

AFP/Getty Images

Autores
  • Agência Lusa

Um ataque com um drone explosivo na base aérea de Al-anad, no sul do Iémen, provocou esta quinta-feira seis mortos e 12 feridos, avançou a agência Associated Press. Os responsáveis pelo ataque terão sido as forças rebeldes huthis, que aproveitaram a realização de um desfile militar do governo para atingir os soldados com drones que sobrevovam o local e, de seguida, explodiram no pódio do desfile. Os números oficiais de vítimas ainda não foram divulgados.

Entre os feridos estão, de acordo com fontes médicas, o chefe do Estado-Maior do exército iemenita, general Saleh al-Zindani, o seu vice, o chefe de Inteligência Militar e outro comandante de alta patente ligado ao presidente Rabbuh Mansur Al-Hadi. O desfile contava com cerca de 8.000 soldados.

Vimos o drone a aterrar no camarote das autoridades. Pensamos que era um equipamento de gravação de vídeos de um canal televisivo que cobria o desfile na altura. De repente, o drone explodiu em frente aos líderes militares”, contou à agência Efe um oficial do exército que estava a participar no evento.

O principal alvo dos rebeldes era a coligação saudita que apoia o governo iemenita, tendo sido feita “uma monitorização cuidadosa de reuniões e movimentos na base”, revelou uma fonte militar Houthi a um canal televisivo local. Os vídeos do ataque, que a Associated Press teve acesso, mostram o drone a aproximar-se da zona do desfile a uma velocidade muito rápida e a baixa altitude, antes de explodir em cima da bancada VIP. “Foi uma explosão muito forte e pudemos sentir a pressão”, explicou um jornalista que estava no local, acrescentando que “o drone estava carregado com explosivos”.

O conflito no Iémen, que opõe o governo iemenita, apoiado militarmente pela Arábia Saudita, e a forças rebeldes huthis, apoiados pelo Irão e que controlam vastas regiões do país, incluindo a capital, causou 16 mil mortos desde 2015 e provocou a pior crise humanitária do mundo, com 20 milhões de pessoas em “situação de insegurança alimentar”.

O frágil cessar-fogo começou em dezembro do ano passado, mas ambas as partes em conflito têm-se acusado mutuamente de violações da trégua, assinada a 13 de dezembro na Suécia no final de negociações entre representantes de ambos os lados. Além do cessar-fogo, o acordo prevê a transferência do controlo dos portos de Hodeida, nas mãos dos rebeldes, para uma administração local, para desbloquear os problemas que têm impedido a entrada regular de ajuda humanitária no país.

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