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Metro de Lisboa

Metro de Lisboa justifica rescisão de contrato com empreiteiro com atraso das obras na estação de Arroios

O Metro de Lisboa rescindiu o contrato com o empreiteiro da obra da estação de Arroios devido ao atraso dos trabalhos. A empresa vai lançar novo concurso público para a escolha de outro empreiteiro.

A empreitada de remodelação e ampliação da estação de metro de Arroios "estava planeada para terminar no primeiro semestre de 2019", disse a empresa de transporte

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

O Metropolitano de Lisboa rescindiu o contrato com o empreiteiro da obra da estação de Arroios devido ao atraso dos trabalhos, anunciou esta quinta-feira a empresa, indicando que será lançado novo concurso público para a escolha de outro empreiteiro.

Sobre o incumprimento dos prazos contratualmente estabelecidos com o empreiteiro, que pode resultar num pedido de indemnização, “está em curso um processo de identificação e a avaliação dos prejuízos”, avançou à agência Lusa fonte do Metropolitano de Lisboa, reforçando que “a resolução do contrato de empreitada se justificou pelo facto de as obras decorrerem a um ritmo inferior ao previsto”.

A empreitada de remodelação e ampliação da estação de metro de Arroios “estava planeada para terminar no primeiro semestre de 2019”, disse a empresa de transporte, assegurando que foram criadas “todas as condições para que a obra fosse executada de acordo com o seu planeamento”.

A questão relativa aos problemas sentidos pelo empreiteiro apenas poderá ser esclarecida pelo empreiteiro”, informou o Metropolitano de Lisboa.

Na sequência da rescisão do contrato com o empreiteiro, vai ser lançado novo concurso público para a conclusão da obra da estação de Arroios, avançou a empresa de transporte público, referindo que já foram iniciados os procedimentos legais para o efeito.

Neste momento, é prematuro o Metropolitano de Lisboa avançar com uma data concreta para a conclusão das obras. Porém, podemos afirmar que a empresa está determinada a concluir as obras o mais cedo possível”, adiantou fonte da empresa.

Em relação ao custo da empreitada, estimado em sete milhões de euros, a previsão inicial “não foi alterada”, garantiu o Metropolitano, ressalvando que “só depois da adjudicação do novo contrato será possível conhecer o valor da obra” e lembrando que “o valor de adjudicação do contrato agora resolvido é inferior à estimativa inicial”.

Desde julho de 2017 que a estação do metro de Arroios, na linha verde, se encontra encerrada, devido à empreitada de remodelação e ampliação, que visa permitir que comboios com seis carruagens possam circular nessa linha.

Na quarta-feira, o vereador da Mobilidade da Câmara Municipal de Lisboa, Miguel Gaspar (PS), anunciou que o Metropolitano de Lisboa iria tomar posse administrativa da obra da estação de Arroios, após ter rescindido o contrato com o empreiteiro.

“Aquilo que se segue agora é a retomada do processo tão depressa quanto possível”, declarou o vereador da Mobilidade, defendendo ser “preciso encontrar outro empreiteiro que tome conta da obra”.

Segundo o autarca, o Metropolitano de Lisboa “vai entrar em contacto imediatamente também com os comerciantes da zona e retomar este contacto com a Junta de Freguesia” de Arroios, para que “seja minimizado o impacto que isto tem na população”.

“Tanto quanto sei, o Metro explorou todos os instrumentos que tinha de gestão daquele contrato para salvaguardar a situação no interesse da população. Chegou à situação limite e tomou esta decisão”, explicou Miguel Gaspar, no âmbito da reunião descentralizada destinada a ouvir os munícipes das freguesias lisboetas de Arroios e Avenidas Novas.

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