Rádio Observador

Justiça

Ordem dos Advogados repudia e considera “inaceitável” ataque informático à PLMJ

A Ordem dos Advogados considera "absolutamente inaceitável" o ataque informático de que foi alvo a sociedade de advogados PLMJ. "É um ataque ao coração" da advocacia, considera.

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

“A divulgação de tais supostos elementos, para além de constituir a prática de ilícitos graves, incluindo penais, seja por parte de quem os obtém, como de quem os descarrega, divulga e noticia é, ainda, um dos maiores ataques a que a advocacia, enquanto profissão que se quer livre e garante dos direitos dos cidadãos, pode ser alvo. Trata-se de um ataque ao seu coração“, refere um comunicado assinado pelo bastonário, Guilherme Figueiredo, enviado à agência Lusa e entretanto divulgado no site da ordem.

A Ordem afirma que “a liberdade dos cidadãos e a sua confiança no segredo da profissão de que a advocacia tem de beneficiar” são baluartes “dos direitos, liberdades e garantias previstos constitucionalmente”.

Uma advocacia sem medo e sem que os cidadãos tenham medo de a ela recorrer é essencial para a vida em democracia e para a proteção dos direitos de todos, pelo que procurar condicioná-la, seja de que forma for, tem de merecer, da sociedade, o maior repúdio e censura. Trata-se de um inaceitável atentado ao Estado de Direito e de um atentado de que todos, advogados e não só, são vítimas e em que todos estão na mira”, sublinha.

A OA afirma que “a prática, repetida, de crimes de teor informático e, subsequente, prática de crimes de divulgação de correspondência privada (inclusive na comunicação social) afeta a sociedade em geral e exige uma resposta imediata por parte das autoridades públicas“.

A Ordem dos Advogados garante que “tudo fará a bem da liberdade da advocacia e, consequentemente e sobretudo, das garantias dos direitos dos cidadãos, para que a prática destes ilícitos cesse imediatamente e que aqueles que os praticam respondam perante os tribunais”.

A Lusa noticiou na terça-feira que a Polícia Judiciária está a investigar “há algum tempo” o ataque informático de que foi alvo a sociedade de advogados PLMJ, que garantiu já ter tomado medidas de proteção e contenção.

Fonte da PJ disse à agência Lusa que “o assunto está a ser tratado já há algum tempo“, sem especificar desde quando, no dia em que a sociedade de advogados revelou ter sido alvo de pirataria informática, estando a avaliar o impacto potencial desse acesso ilegítimo a informação.

Em nota enviada à comunicação social, a PLMJ precisava que, na sequência de “sucessivas tentativas de intrusão ilícitas”, a segurança da sua rede “foi recentemente comprometida”. A PLMJ adianta que a “segurança das informações dos clientes e a defesa dos seus interesses e direitos” são uma prioridade, sem, contudo, adiantar mais pormenores sobre o ato de pirataria informática.

Segundo notícias divulgadas na terça-feira, as informações confidenciais pirateadas da sociedade de advogados foram publicadas no blogue “Mercado de Benfica”, que já tinha revelado correio eletrónico de responsáveis do clube.

A PLMJ é um dos escritórios de advogados que participaram na defesa da SAD benfiquista no processo E-Toupeira, que culminou com o arquivamento dos indícios relativos àquela sociedade desportiva. Entre os processos judiciais mais mediáticos nos quais participaram advogados da PLMJ estão os Vistos Gold, o caso das Secretas/Jorge Silva Carvalho, o caso EDP e a Operação Marquês.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)