Porto

Universidade do Porto em projeto europeu para encorajar cientistas a partilharem bases de dados

A Universidade do Porto associou-se a um projeto com o intuito de "encorajar a comunidade científica a partilhar e reutilizar" bases de dados, que surgiu após uma necessidade da Comissão Europeia.

O projeto conta com o financiamento de quase 3 milhões de euros e "vai compilar dados de "cerca de 100 milhões de pessoas a nível europeu"

Autor
  • Agência Lusa

A Universidade do Porto associou-se a 16 parceiros europeus num projeto em que, através da criação de uma plataforma online, visa “encorajar a comunidade científica a partilhar e reutilizar” bases de dados resultantes de investigação, contou o responsável.

Em declarações à Lusa, Elísio Costa, representante nacional do projeto europeu ‘Fair4Health- Improving Health Research in EU through FAIR Data’, contou que o consórcio surgiu de uma necessidade encontrada pela Comissão Europeia.

Este projeto vai dar resposta a uma necessidade identificada pela Comissão Europeia que, no fundo, é a reutilização de bases de dados que tenham sido criadas e desenvolvidas no âmbito de projetos que contaram com financiamentos europeus e nacionais”, explicou o também diretor do centro Porto4Ageing.

De acordo com Elísio Costa, tendo em conta que não existe “uma política sobre as bases de dados”, o objetivo do projeto, que conta com um financiamento de quase três milhões de euros, passa por disponibilizar à comunidade científica e às empresas “informações que os ajudem” quer na investigação quer na compreensão das necessidades, produtos e serviços que a população procura.

Direcionada para a área dos cuidados de saúde e cuidados sociais, esta plataforma online, vai compilar dados de “cerca de 100 milhões de pessoas a nível europeu” e assim “impulsionar a investigação”.

É importante fazer-se investigação com dados reais dos docentes, na medida em que isto faz com que os investigadores rentabilizem o seu trabalho. No fundo, é pensarmos que no futuro podemos fazer investigação a mais baixo custo porque a base de dados vai ser disponibilizada gratuitamente e as pessoas vão deixar de ter o trabalho de fazer a colheita de dados”, esclareceu Elísio Costa.

Nos próximos três anos, o consórcio — composto por entidades espanholas, italianas, inglesas, alemãs, suíças, austríacas, holandesas, belgas, sérvias e turcas – propõe-se a “testar a base de dados” através da realização de dois trabalhos distintos.

“O primeiro trabalho assenta nos fatores desencadeadores de algumas patologias e padrões de doenças. O segundo baseia-se na previsão do risco de readmissão hospitalar de doentes crónicos complexos”, revelou.

Iniciado em dezembro, os resultados do projeto ‘Fair4Health’, coordenado pelo Hospital Universitário Virgen del Rocío do Serviço de Saúde da Andaluzia (SAS), em Espanha, vão ser “utilizados na estratégia da Comissão Europeia sobre a gestão de dados gerados por projetos de investigação com financiamento público”.

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