Évora

Governo dá hoje “primeiro passo” para concretizar Hospital Central do Alentejo

A cerimónia, que decorre esta sexta-feira à tarde, em Évora, vai apresentar o projeto de financiamento do novo hospital, no âmbito da reprogramação do Portugal 2020 e terá um caráter simbólico.

O Governo dá esta sexta-feira o "primeiro passo" para concretizar o Hospital Central do Alentejo, em Évora

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

O Governo dá esta sexta-feira o “primeiro passo” para concretizar o Hospital Central do Alentejo, em Évora, apresentando o projeto de financiamento, e prevê lançar o concurso este ano e as obras em 2020, revelou a ministra da Saúde.

Em declarações à agência Lusa, a ministra da Saúde, Marta Temido, disse que a cerimónia que decorre esta sexta-feira à tarde, em Évora, em que vai ser apresentado o projeto de financiamento do novo hospital, no âmbito da reprogramação do Portugal 2020, “tem um caráter simbólico”.

“Representa a materialização de um compromisso que já tinha sido assumido há largos anos”, o da “construção de um novo Hospital Central no Alentejo”, e constitui “o primeiro passo” para “concretizar o projeto” da unidade, da autoria do gabinete do arquiteto Souto Moura, destacou.

A cerimónia com lugar na cidade alentejana, às 16h00, no Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), vai ser presidida pelo primeiro-ministro, António Costa. Os ministros da Saúde e do Planeamento e das Infraestruturas, Marta Temido e Pedro Marques, respetivamente, também participam na sessão, assim como o presidente da Câmara de Évora, Carlos Pinto de Sá.

Segundo o Ministério da Saúde, na cerimónia vai ser feito o anúncio do concurso do programa comunitário Portugal 2020 para o financiamento do Hospital Central do Alentejo, através de apoios do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

“O Governo decidiu, no âmbito de uma reprogramação do Portugal 2020, levar a candidatura a construção do novo hospital”, sendo que o investimento a candidatar “é na casa dos 40 milhões” de euros, referiu a ministra.

Marta Temido reconheceu que o investimento total necessário para a nova unidade hospitalar “ultrapassa este montante”, mas, “neste primeiro momento, por esta via da assunção clara desta prioridade”, no âmbito da reprogramação do Portugal 2020, é possível avançar com o projeto de Souto Moura que aguarda “concretização desde 2012”.

“Há um compromisso político relativamente a este hospital” e o Governo assume “claramente que o início do financiamento se fará por uma reprogramação de fundos comunitários, mas que o projeto seguirá e o novo Hospital Central do Alentejo irá acontecer”, argumentou.

Agora, “se o restante financiamento vem também de fundos comunitários ou se vem de outra fonte é algo que teremos de considerar, durante os tempos que se aproximam”, assinalou a ministra, destacando que “é sempre interessante diversificar as fontes de financiamento”.

Questionada pela Lusa sobre quais os passos seguintes, a ministra explicou que está “praticamente concluído” o “conjunto de trabalhos” que decorre “desde o início de 2018 no âmbito da revisão” do projeto, por parte do HESE e da Administração Regional de Saúde e Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo.

“Esta equipa irá agora preparar as peças procedimentais para que o lançamento do concurso [para a construção do hospital] possa acontecer durante o 1.º semestre ou início do 2.º semestre” deste ano”, decorrendo depois o concurso: “Esperamos que, em 2020, seja possível iniciar a obra”, frisou.

O novo hospital, de acordo com o Ministério da Saúde, deverá implicar um investimento total de 181 milhões de euros, dos quais 150 milhões para o edificado e 31 milhões para custos com equipamentos. O novo equipamento, numa primeira linha, vai servir os cerca de 200 mil habitantes da região de Évora, mas, numa segunda linha, realçou a ministra da Saúde, “vai também servir toda a região do Alentejo”, ou seja, “cerca de meio milhão de pessoas”.

“Este novo hospital tem um conjunto de vantagens e responde a um conjunto de expectativas da população da região”, estando previsto que tenha “uma diferenciação tecnológica acentuada” e “o alargamento e reforço da atual oferta de serviços”, revelou Marta Temido.

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