PSP

PSP chamada para afastar grupo que tentava impedir abate de pinheiro manso em Braga

Um grupo de cidadãos tentou impedir o abate do Pinheiro Manso de Guadalupe em Braga. O grupo defende que o pinheiro "existe há muitas décadas" e que o abate configura "um atentado patrimonial".

ADivisão da Proteção Civil da câmara de Braga confirmou que o estado do pinheiro manso de Guadalupe configura "um sério risco para a segurança de pessoas e bens"

RUI MINDERICO/LUSA

A PSP de Braga foi chamada esta tarde ao local de abate do Pinheiro Manso de Guadalupe para afastar um grupo de cidadãos que tentava impedir aquela ação, disse à lusa fonte policial.

A PSP foi chamada, porque algumas pessoas não estavam a deixar os técnicos trabalhar”, explicou a referida fonte.

O abate daquele exemplar arbóreo, um Pinus penea, situado numa propriedade privada da freguesia de S. Vitor, que teve inicio esta manhã, está a ser contestado, havendo mesmo uma página da rede social Facebook com o nome Salvar o Pinheiro Manso de Guadalupe e tendo o BE/Braga já manifestado “repúdio e consternação” pelo abate da árvore em causa.

O grupo de defesa da árvore defende que “o imponente Pinheiro-Manso existe há muitas décadas na colina de Guadalupe” e que o seu abate configura “um atentado patrimonial”, exigindo ver a autorização do abate para deixar os trabalhos prosseguirem.

Num relatório a que a Lusa teve acesso, a Divisão da Proteção Civil da câmara de Braga confirmou que o estado do pinheiro manso de Guadalupe configura “um sério risco para a segurança de pessoas e bens”.

Segundo o documento, a proximidade a dois edifícios da árvore “associada ao seu porte, indiciam a forte possibilidade das raízes, também por si de grandes dimensões, estarem a interferir e a danificar as fundações e a estrutura do edifício”.

No relatório da autarquia consta ainda que “os ramos de grandes dimensões, estimando-se o peso de alguns na ordem do milhar de quilos, pendem sobre as mesmas e em caso de queda causarão certamente danos muito graves quer nas casas e seus ocupantes quer nos transeuntes que circulem no exterior, configurando um sério risco para a segurança de pessoas e bens”.

O documento esclarece, assim, a posição da autarquia quanto à ação a ter sobre a árvore: “Tendo os Serviços Municipais sido alertados para a existência de risco potencial e tendo verificado “in loco” a sua existência, somos de parecer que a Câmara Municipal nada deva opor a essa execução”, lê-se.

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