CDS-PP

CDS quer “rejuvenescer parlamento” nas legislativas e listas aprovadas a 30 de março

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O CDS-PP deverá aprovar a 30 de março as listas às eleições legislativas de outubro, disse a presidente do partido, com o objetivo de "rejuvenescer o parlamento" com "algum perfil mais independente".

NUNO ANDRÉ FERREIRA/LUSA

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  • Agência Lusa
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O CDS-PP deverá aprovar a 30 de março as listas às eleições legislativas de outubro, anunciou este sábado a presidente do partido, Assunção Cristas, apontando o objetivo de “rejuvenescer o parlamento”, com “algum perfil mais independente”.

“Importante também temperar a experiência política e parlamentar com abertura a pessoas que, pela primeira vez, poderão estar no parlamento, nomeadamente com algum perfil mais independente e isso são tudo aspetos muito importantes, certamente procurando rejuvenescer”, anunciou Assunção Cristas.

No final de uma reunião do conselho nacional, esta tarde, em Oliveira de Frades, no distrito de Viseu, a líder do CDS-PP disse que, para as próximas eleições legislativas, marcadas para 06 de outubro, vai procurar candidatos também à “juventude popular” e às organizações autónomas do partido.

As linhas orientadoras para a seleção dos candidatos, explicou, “passam naturalmente, e em primeiro lugar, pelo mérito, pela experiência política, também pela experiência” nas várias áreas profissionais para que, continuou, o partido possa ter “um núcleo muito bom, muito capaz de cobrir todas as áreas de governação no parlamento”.

Ter a capacidade de ter um grupo parlamentar equilibrado e diverso para responder o melhor possível àquilo que são os grandes desafios que o país tem e que tem através do parlamento”, resumiu a líder do partido, que quer ser “a verdadeira alternativa de centro direita do país”.

Assunção Cristas aproveitou para manifestar “orgulho de ter o melhor grupo parlamentar no parlamento” e, por isso, quer “manter essa fasquia elevada: “Naturalmente com uma grande abrangência de representação geográfica e com equilíbrios do ponto de vista de idade e do género”.

O partido, explicou Cristas, está desde novembro de 2017 a reunir em todos os distritos, “num figurino inédito, a colocar questões aos oradores de fora do partido, independentes”, estando a “faltar apenas as regiões autónomas dos Açores e da Madeira, Vila Real e Portalegre”, para depois em 30 de março serem aprovadas as listas em Conselho Nacional, em Lisboa.

A líder considerou “muito importante” fazer as coisas “com antecedência, com serenidade, com muito trabalho de formiguinha, com muita ação no terreno”, até porque, no seu entender, não conhece outra receita e é isso que está “a fazer há muito tempo”.

Assunção Cristas adiantou que o partido “está um passo à frente” e que está “muito avançado no programa eleitoral” e, por isso, considerou que “com certeza, a alternativa passa” pelo CDS, que quer “disputar uma primeira escolha”, recusando-se a fazer comentários sobre o PSD, até porque, justificou, “são amigos”.

“É do CDS que me ocupo, sabendo que estamos a ser uma verdadeira alternativa de centro direita em Portugal, não nos revemos nas esquerdas unidas, não nos revemos num bloco central, não nos revemos numa solução que passe pelo Partido Socialista e, portanto, um voto no CDS não irá parar às mãos de um Governo de António Costa”, assumiu.

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