Enfermeiros

Crowfunding. Enfermeiros já têm 400 mil euros para financiar nova greve

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Os enfermeiros mantêm a "greve cirúrgica" com início previsto para segunda-feira, mas admitem suspendê-la se o Governo confirmar antes do arranque da paralisação uma nova reunião negocial.

MIGUEL A. LOPES/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

Os enfermeiros já têm 400 mil euros para financiar uma nova greve. Este sábado, a recolha de fundos online, através de uma plataforma de crowdfunding, que servirá para financiar mais uma “greve cirúrgica” dos enfermeiros, ultrapassou os 400 mil euros, a meta pretendida. Às 11h20 de hoje o valor estava nos 400.777 euros.

A greve convocada para segunda-feira segue o modelo da que já ocorreu entre 22 de novembro e 31 de dezembro.

Um movimento de enfermeiros lançou uma recolha de dinheiro numa plataforma online para ajudar a financiar os colegas durante a paralisação. Na ocasião, a recolha de fundos atingiu 360 mil euros. Para a nova paralisação a recolha decorre até segunda-feira, tendo ultrapassado já a meta pretendida de 400 mil euros.

O financiamento colaborativo, ou crowdfunding, é o tipo de financiamento de entidades, nomeadamente pessoas coletivas (nas quais se incluem os sindicatos), das suas atividades e projetos, através do seu registo em plataformas eletrónicas acessíveis na Internet, com o objetivo de angariar investimento proveniente de investidores individuais.

O crowdfunding é regulado pelo Regime Jurídico do Financiamento Colaborativo, previsto na Lei 102/2015, de 24 de agosto, com as alterações introduzidas pela Lei nº 3/2018, de 09 de fevereiro.

Existem várias modalidades de financiamento colaborativo: donativo, recompensa, capital e empréstimo, sendo que os enfermeiros recorreram ao financiamento colaborativo através de donativo, sem entrega de contrapartida pecuniária.

Na sexta-feira a Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE) disse à Lusa que os sindicatos de enfermeiros mantêm a “greve cirúrgica” com início previsto para segunda-feira, mas admitem suspendê-la se o Governo confirmar antes do arranque da paralisação uma nova reunião negocial a 17 de janeiro.

“Neste momento, nós comprometemo-nos a suspender a greve caso nos seja confirmada a reunião de dia 17 com os dois ministérios [Saúde e Finanças] e com esta mesa negocial para tentarmos de facto chegarmos a um compromisso”, disse à Lusa Lúcia Leite, dirigente da ASPE.

Nesta segunda greve cirúrgica, a decorrer entre 14 de janeiro e 28 de fevereiro, a paralisação poderá afetar blocos cirúrgicos de sete centros hospitalares: os dois centros do Porto, Braga, Vila Nova de Gaia/Espinho, Entre Douro e Vouga, Tondela/Viseu e Garcia de Orta.

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