Estados Unidos da América

Julian Castro, descendente de mexicanos, lança candidatura às presidenciais de 2020 nos EUA

Julian Castro, que foi secretário da Habitação do ex-presidente Barack Obama, anunciou no Texas a sua candidatura às presidenciais norte-americanas de 2020.

MICHAEL REYNOLDS/EPA

Autor
  • Agência Lusa

Julian Castro, que foi secretário da Habitação do ex-presidente Barack Obama, anunciou este sábado no Texas a sua candidatura às presidenciais norte-americanas de 2020.

“Sou candidato a Presidente dos Estados Unidos”, declarou Castro, de 44 anos, perante centenas de apoiantes concentrados em San Antonio, a sua cidade de origem.

O anúncio da candidatura, com o slogan “Uma nação, um destino”, ocorre numa altura em que o atual Presidente dos Estados Unidos faz da imigração um tema quente, com parte da administração federal paralisada (em “shutdown”) enquanto Donald Trump exige do Congresso 5,7 mil milhões de dólares para construir um muro na fronteira com o México.

Neto de uma imigrante mexicana, Castro abordou o assunto afirmando: “Dizemos não à construção do muro e sim à construção de comunidades”.

Outras figuras de maior peso podem também lançar-se nesta corrida eleitoral como é o caso dos senadores Elizabeth Warren, Bernie Sanders e Kamala Harris, do antigo vice-presidente Joe Biden ou do milionário Michael Bloomberg.

Na sexta-feira, a democrata Tulsi Gabbard, de 37 anos, eleita pelo Hawai para a Câmara dos Representantes, também anunciou que está na corrida.

Julian Castro tornou-se o terceiro candidato presidencial latino de maior envergadura em quatro anos, depois dos senadores republicanos Ted Cruz e Marco Rubio, que disputaram a nomeação republicana com Trump em 2016.

Castro alcançou maior notoriedade nacional em 2012, quando discursou na convenção nacional democrata e quatro anos mais tarde chegou a ser um dos nomes apontados como prováveis candidatos à vice-presidência ao lado de Hillary Clinton.

Muito crítico de Trump, Castro afirmou que hoje provavelmente não estaria no México se a atual política migratória estivesse em vigor quando a avó atravessou, ainda criança, a fronteira com o México, em 1922.

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