África

São Tomé e Príncipe entre países da África Central com mais desemprego

261

São Tomé e Príncipe está entre os países da África Central com as mais altas médias de desemprego de 2000 a 2015, segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

MÁRIO CRUZ/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

São Tomé e Príncipe está entre os países da África Central com as mais altas médias de desemprego de 2000 a 2015, segundo dados da União Africana (UA) e Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Na primeira edição do estudo “Dinâmicas de Desenvolvimento de África – Crescimento, Emprego e Desigualdades 2018”, produzido por aquelas duas organizações, São Tomé e Príncipe apresenta uma média de desemprego de 15%, entre o conjunto de nove países, no período de 2000 a 2015, superado apenas pelo Gabão (quase 20%) e República do Congo (pouco mais de 16%).

Camarões, República Centro-Africana, Chade e Guiné Equatorial registaram valores abaixo de 7%, enquanto a República Democrática do Congo e o Burundi situaram-se num patamar de até 5%.

No entanto, os números de desemprego na África Central, com 144,6 milhões de pessoas, 53% com idades entre 15 e 64 anos, “não são responsáveis pelo subemprego”, lê-se no documento, significando que se torna difícil avaliar “a extensão do desemprego na economia”.

Outro aspeto realçado no relatório da UA e OCDE é a necessidade de “dados completos”, para que se possa “avaliar e melhorar a eficácia da política pública”.

“Os dados do desemprego parecem insuficientes para captar a realidade do mercado de trabalho e o seu desenvolvimento ao longo do tempo”, conclui-se no estudo, que apontou para um crescimento de 5,6% em média na África Central entre 2000 e 2016.

Na distribuição dos empregados por setores, São Tomé e Príncipe teve o indicador mais alto em média nos serviços – essencialmente o turismo – de entre os nove países da África Central, território que representa um quarto do continente.

De 2000 a 2015, o emprego em São Tomé e Príncipe nos serviços atingiu 60% dos empregados, enquanto na agricultura foi de 23% e na indústria apenas 18%.

O Gabão apresentou os registos de 42% de empregados nos serviços, 40% na agricultura e 20% na indústria e Guiné Equatorial 58%, 37% e 8%, respetivamente

O estudo refere que, “desde o início dos anos 90, o setor dos serviços contribui com cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto o valor da agricultura desceu de 21% do PIB em 1990 para 11% em 2015, perdendo para o setor industrial “em expansão, com uma crescente contribuição para o PIB.

“Apenas o setor dos serviços conseguiu criar empregos, sem ser capaz de compensar as perdas de emprego noutros setores”, realça o estudo da UA e OCDE.

O documento aborda as relações entre crescimento, emprego e desigualdades em África e as implicações nos quadros estratégicos e foi elaborado por investigadores académicos, economistas, analistas de valores e outros especialistas do continente.

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Japão

Pegar o touro pelos cornos /premium

José Miguel Pinto dos Santos

Não deixa de ser irónico que as potências por detrás da intransigência doutrinária da Comissão Baleeira Internacional sejam as mesmas que, no século 19, exigiram ao Japão que lhes abrisse os portos...

Governo

2019 no mundo e em Portugal

Inês Domingos

Vinte anos depois do calendário, passada a crise, 2019 é o ano em que política, social e economicamente entramos realmente no novo século. Este Governo está aflitivamente impreparado para o enfrentar.

Política

O Povo é sempre o mesmo

Pedro Barros Ferreira

Trump e Bolsonaro não apareceram de gestação expontânea, antes pela sementeira criada pelos partidos e políticos que nada fazem, mas que dizem que tudo deve mudar para que, afinal, tudo fique na mesma

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)