Bolsa de Nova Iorque

Wall Street fecha em baixa arrastada pela desaceleração da economia chinesa

Os números do comércio externo chinês despertaram o receio de uma diminuição do ritmo de crescimento da economia internacional. A China tem sido o "pulmão" do crescimento mundial desde há anos.

A bolsa nova-iorquina encerrou a descer 0,36%

JUSTIN LANE/EPA

Autor
  • Agência Lusa

A bolsa nova-iorquina encerrou esta segunda-feira em baixa, arrastada, como todas as principais praças mundiais, por números considerados dececionantes do comércio externo chinês, que despertaram o receio de uma diminuição do ritmo de crescimento da economia internacional.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o seletivo Dow Jones Industrial Average recuou 0,36%, para os 23.909,84 pontos. Mais fortes foram as perdas do tecnológico Nasdaq, que perdeu 0,94%, para as 6.905,92 unidades, e do alargado S&P500, que desvalorizou 0,53%, para as 2.582,61.

O anúncio feito esta segunda-feira pelos dirigentes de Pequim de uma descida em 2018 do excedente comercial chinês em 16,2%, para 351,8 mil milhões de dólares (307 mil milhões de euros), provocou uma queda das praças financeiras mundiais, primeiro na Ásia, depois na Europa e, por fim, nos Estados Unidos da América. Além deste anúncio, “os dados económicos chineses sugerem desde há meses que a economia está em vias de perder força”, comentou Adam Sarhan, da 50 Park Investment.

Crescimento mais fraco, diminuição da atividade industrial e baixa das vendas retalhistas. Os indicadores apontam para uma diminuição da pujança da segunda economia mundial, que tem sido o “pulmão” do crescimento mundial desde há anos.

Estes receios de um enfraquecimento da economia chinesa e, por arrasto, da internacional, já provocaram uma forte descida dos índices bolsistas no final de 2018 e constituem, segundo o presidente do banco central norte-americano, Jerome Powell, “a inquietação principal” da Reserva Federal, conforme declarações feitas esta segunda-feira. Mas os investidores também foram incentivados a assumir posições de prudência pela existência de outros motivos de preocupação.

“Entre as últimas estatísticas do comércio externo chinês, (…) o shutdown [encerramento parcial de serviços governamentais federais] e as negociações comerciais entre os EUA e a China, que pouco avançam, o mercado norte-americano, tal como os mundiais, estão submetidos a numerosos motivos de inquietação”, comentou Peter Cardillo, da Spartan Capital.

Na segunda-feira, os investidores também estavam a aguardar o início da época da divulgação de resultados trimestrais relativos ao último de 2018. Como sinal de partida desta época, o banco Citigroup anunciou esta segunda-feira resultados contrastados, marcados por uma subida dos lucros, mas com uma estagnação dos rendimentos. Não obstante, a ação valorizou 3,95%.

Para terça-feira são esperados os resultados dos bancos JPMorgan Chase e Wells Fargo e, para o dia seguinte, os do Bank of America e Goldman Sachs. Entretanto, a S&P Capital IQ reviu em baixa as previsões de crescimento do lucro das empresas norte-americanas, para 12,1% no quarto trimestre de 2018 e 5,6% para o conjunto do ano de 2019.

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