A atriz norte-americana Carol Channing, que protagonizou “Hello, Dolly” na Broadway, onde teve uma carreira de décadas, ´morreu esta terça-feira de causas naturais, aos 97 anos, anunciou o seu agente, B.Harlan Boll.

A atriz, que sofreu dois acidentes vasculares cerebrais no ano passado, morreu na cidade de Rancho Mirage, na Califórnia.

Nascida em Seattle, em 1921, Carol Channing estreou-se aos 19 anos, em Nova Iorque, num musical de Marc Blitzstein, antes de chegar à Broadway com a versão original para palco de “Os Homens Preferem as Louras”, em 1949.

Seguir-se-iam “The Vamp”, em 1956, e “Show Girl”, em 1961, que lhe deram as primeiras nomeações para os prémios Tony da Broadway, como melhor atriz de um musical, galardão que conquistou em 1964, com o desempenho em “Hello, Dolly”, que celebrizou antes de Bette Midler e Barbra Streisend.

Channing somou mais de 5.000 representações como Dolly Levi, o papel escrito por Jerry Herman e Michael Stewart, a partir da história de Thornton Wilder.

Em 1968, foi a vez de conquistar um Globo de Ouro, pelo papel em “Millie, Rapariga Moderna”, musical em que também se distinguiram Julie Andrews e Mary Tyler Moore.

Channing entrou na American Theatre Hall of Fame em 1981 o recebeu o prémio Tony de carreira em 1995.

Quando, em 1973, em plena investigação do Caso Watergate, o nome de Carol Channing surgiu numa lista de “inimigos a abater” do presidente norte-americano Richard Nixon – que viria a demitir-se -, a atriz da Broadway disse publicamente que esta era uma das suas maiores distinções.

Em 2002, publicou a autobiografia “Just Lucky I Guess” e, em 2012, a realizadora Dori Berinstein dedicou-lhe o documentário “Larger Than Life”.

A atriz completaria 98 anos no dia 31 de janeiro.