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Dacia

Eléctrico com preço de arromba. Para quando Dacia?

A marca romena do Grupo Renault pretende contribuir para a massificação dos veículos eléctricos, esgrimindo o argumento que melhor a define: o baixo preço. Para isso, quer reunir as devidas condições.

Olhando para a actual oferta do mercado, eléctrico e acessível são duas palavras que ainda não ‘casam’ muito bem. Mas a Dacia pretende juntá-las, preparando-se para (também ela) fazer a transição para a mobilidade zero emissões. Acontece, porém, que a marca romena que faz parte do Grupo Renault quer arriscar pouco (ou nada) nesta viragem, pois se, por um lado, se compromete com o lançamento de um modelo a bateria “chocantemente barato”, por outro, é vaga no “quando” e mantém-se completamente omissa em matéria de detalhes.

Num ano em que a ofensiva eléctrica conhece um importante alento, seja pela entrada em cena de novos players, como a Porsche com o seu Taycan, seja pela renovação das propostas dos construtores que estão há mais tempo neste mercado, como a Renault com o Zoe, a verdade é que a crescente oferta continua a não ir ao encontro do orçamento da maioria das pessoas. Fazem falta propostas baratas, território onde a Dacia se impôs pela relação qualidade/preço, nomeadamente em modelos como o Duster ou o Sandero. Para quando uma alternativa similar, mas que troque as mecânicas convencionais pela propulsão eléctrica?

A partir de 2020, garantiu Jean-Christophe Kugler, vice-presidente da Dacia na Europa. Está claro que 2029 também não faz do “a partir de 2020” uma mentira – continuaria a ser uma verdade, se bem que tardia. Então, por que razão a Dacia não se compromete com uma data mais concreta? Porque está à espera. À espera que a tecnologia das baterias se torne acessível, a ponto de lhe permitir cumprir com o prometido preço de arromba. Sem isso, nada feito, antecipou Kugler.

Para já, é certo que a Dacia terá de ‘tomar medidas’, se não quiser incorrer em multas por exceder os cada vez mais apertados limites de emissões. E também é certo que essas ‘medidas’ vão usufruir dos recursos da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi. Por isso, é altamente provável que as contas do fabricante romeno venham a beneficiar do trabalho de desenvolvimento da segunda geração do Zoe. Como o compacto francês vai ser renovado este ano, não será de estranhar que a Dacia surja em 2020/21 com a sua primeira proposta 100% eléctrica. Barata, mas necessariamente com uma autonomia mais acanhada e tecnologia a condizer. Porque não há milagres.

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