Na apresentação dos resultados de 2018, Torsten Müller-Ötvös, o CEO da Rolls-Royce, começou por recordar que mais de 90% dos veículos comercializados pela marca que dirige estão equipados com tantas soluções extra, de dispositivos a revestimentos, que quase podem ser considerados execuções especiais. E se está pensar que este é um valor incrivelmente elevado, o CEO esclarece que os 90% disparam para 99% quando se fala especificamente do Phantom, e atingem os 100% em relação ao Cullinan. Até hoje, a Rolls não vendeu uma única unidade do SUV que não estivesse “carregadinha” com uma extraordinária dose de equipamento.

É bom ter presente que nenhum Rolls-Royce é proposto de série sem uma lista tão invejável quanto interminável de miminhos. Todas as versões têm comandos eléctricos em tudo o que mexe ou pode mexer, bancos e portas revestidos a pele, além de um relógio no tablier que é mais caro do que muitos automóveis. Ainda assim, não falta quem queira personalizar o seu veículo com um tipo específico de pele de crocodilo, ou de avestruz, idealmente quanto mais rara (e cara) melhor, por vezes recorrendo a ouro e até a diamantes.

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Na inclusão de extras residirá a explicação para o facto de o fabricante inglês, em 2016, ter comercializado 80% dos veículos com um valor 20% superior ao da tabela de preços, com este incremento a ter disparado para 40% em 2018. Curiosamente, o SUV Cullinan é aquele onde os clientes mais gostam de investir uns milhares de euros a mais, o que obviamente a Rolls-Royce agradece, bem como o Grupo BMW a que pertence.