Uma explosão provocou a morte de militares norte-americanos que patrulhavam a cidade de Manbij, na Síria, informou, via Twitter, a Operation Inherent Resolve, uma coligação liderada pelos Estados Unidos para combater o terrorismo na região. O Estado Islâmico já reinvindicou o ataque, noticiou a CNN.

A coligação afirmou ainda estar a recolher informação oficial, mas o Observatório Sírio para os Direitos Humanos diz que morreram pelo menos 19 pessoas, entre as quais quatro militares norte-americanos, segundo um tweet da organização.

O Departamento de Defesa norte-americano confirmou que havia militares americanos entre os mortos e feridos depois da explosão, noticiou o jornal The New York Times (NYT). Um fonte oficial, citada pelo jornal The Washinghton Post falava em pelo menos quatro mortos entre os soldados norte-americanos.

Até agora, e desde que as tropas americanas chegaram à Síria em 2015, tinham morrido dois militares dos Estados Unidos. O ataque terá tido lugar perto de um restaurante onde os soldados norte-americanos costumam parar para comer durante as patrulhas realizadas na zona, disse um morador citado pelo NYT. A explosão ocorreu durante uma patrulha de rotina, acrescentou o jornal norte-americano.

Em comunicado, a sede norte-americana em Bagdad confirmou a ocorrência do ataque: “Membros dos serviços norte-americanos foram mortos durante uma explosão, enquanto faziam hoje [esta quarta-feira] uma patrulha de rotina na Síria”, lê-se no comunicado enviado esta tarde.

Este é o primeiro ataque depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado há cerca de um mês que os militares norte-americanos iriam sair da Síria. Num vídeo publicado no Twitter, Trump afirmou na altura: “Ganhámos contra o ISIS. Vencemo-los e vencemo-los à séria. Recuperámos o território e agora está na altura das nossas tropas voltarem casa.”

Donald Trump deu um mês para retirar os cerca de dois mil militares da Síria, mas esse prazo foi alargado, sem que um plano concreto esteja traçado. Por enquanto, só começaram a retirar algum equipamento militar. Alguns membros da administração Trump afirmaram publicamente que as forças norte-americanas vão continuar na Síria a apoiar as negociações com o presidente sírio Bashar al-Assad pelo fim da guerra na Síria, para evitar a expansão do poder do Irão na região, para proteger os aliados curdos e para prevenir um ressurgimento do movimento terrorista.