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Autoeuropa testa transporte por via ferroviária de automóveis produzidos em Palmela

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Autoeuropa vai testar comboio experimental com 150 automóveis da Volkswagen para avaliar a viabilidade do serviço de transporte por via ferroviária. Veículos vão ser enviados para porto de Santander.

A pedido da própria Autoeuropa e da Volkswagen, o primeiro comboio que está a ser feito integrará 15 vagões porta-automóveis de dois pisos, cada um transportando dez carros Volkswagen, num total de 150 veículos

ANDRE AREIAS/EPA

Um comboio experimental com 150 automóveis da Volkswagen parte no sábado da Autoeuropa, em Palmela, para o porto espanhol de Santander, num “teste” para avaliar a viabilidade deste serviço de transporte por via ferroviária, divulgou esta quinta-feira a Medway.

Em declarações à agência Lusa, o presidente do Conselho de Administração daquela empresa ferroviária — que garante a tração do comboio — explicou que a composição integrará 15 vagões porta-automóveis de dois pisos (propriedade da Transfesa), cada um transportando dez carros Volkswagen, num total de 150 veículos.

“Estamos a fazer um primeiro comboio, a pedido da própria Autoeuropa e da Volkswagen, para transportar 150 automóveis até ao Porto de Santander. Trata-se de um teste, confesso que neste momento não temos nenhuma indicação da Autoeuropa se é para continuar. O que nos dizem é que querem fazer um teste e que gostariam de experimentar isto para dar alguma regularidade a este serviço, mas não temos nenhuma confirmação concreta”, afirmou Carlos Vasconcelos.

Contactada pela agência Lusa, fonte oficial da Autoeuropa confirmou apenas estar em curso “um teste para confirmar a viabilidade” do recurso à ferrovia para transporte, até ao Porto de Setúbal, dos veículos produzidos na fábrica de Palmela.

Segundo a empresa, em tempos, os automóveis fabricados na Autoeuropa eram transportados por via ferroviária para o Porto de Setúbal, mas atualmente esse transporte é feito por via rodoviária, sendo o objetivo deste “teste” avaliar a “viabilidade” de um regresso à utilização da ferrovia.

Recordando que atualmente “todos os carros da Autoeuropa saem pelo Porto de Setúbal”, a Medway admite que a Volkswagen queira “estudar uma alternativa” para situações de mau tempo ou de crise, como a recente greve dos estivadores daquele porto português, que durou várias semanas e causou sérios constrangimentos à empresa.

“Normalmente todos os operadores económicos gostam de ter sempre alternativas, embora para mim faça mais sentido os carros saírem pelo Porto de Setúbal, que está ali ao lado, a menos de 40 quilómetros”, sustentou o presidente da empresa ferroviária. Ainda assim, admitiu, “mandar alguns carros por Santander, para alguns mercados específicos, pode fazer sentido”.

“Presumo que este comboio é um teste para ver como é que o serviço funciona e quanto tempo é que leva. Depois o que farão não faço a mínima ideia. Mas parece-me uma operação viável, na qual temos gosto em participar, e gostaríamos que viessem mais”, acrescentou.

Questionado pela agência Lusa relativamente ao retorno do apelidado “Comboio Autoeuropa”, um outro serviço de ligação ferroviária ao centro da Alemanha que a Medway anunciou que gostaria de reativar, Carlos Vasconcelos disse estar ainda em avaliação o interesse do mercado e dos parceiros no projeto.

“Estamos a avaliar o mercado e os parceiros com que teremos de trabalhar para ver se há condições e interesse para montar o comboio. Antes do verão não vamos ter notícias sobre isto. Gostava de avançar, mas não depende de nós”, afirmou.

O objetivo seria reativar um comboio que traria do centro da Europa peças para a Autoeuropa e levaria, em sentido oposto, exportações portuguesas. Esta conexão ferroviária esteve em operação em 2012, na sequência de um acordo internacional que contou com a participação de Portugal, Espanha e Alemanha, mas cerca de um ano depois terminou por dificuldades criadas por França. “Estamos a contar com os exportadores e os importadores portugueses para avaliar os volumes e os interesses para depois saber se há condições ou não para remontar este comboio”, concluiu o presidente da Medway.

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