A CGTP defende esta quinta-feira a melhoria quantitativa e qualitativa dos serviços prestados pelas empresas do Estado e reivindica a recuperação para o setor público das telecomunicações e correios, transportes, setor energético, água e saneamento.

A posição vai ser assumida num encontro que a central sindical promove, em Lisboa, para proporcionar a discussão da ‘Importância estratégica do Setor Empresarial do Estado e a luta contra as privatizações’.

O Setor Empresarial do Estado continua sob forte pressão e algumas das empresas que dele fazem parte, no quadro da descentralização/municipalização, mantêm-se na mira da privatização. Estas empresas prestam um papel fundamental no desenvolvimento económico e social do país, não só por representarem um setor estratégico para o país, mas também, e principalmente, por prestarem serviços públicos à população, como é o caso dos transportes públicos, dos correios, das águas, da cultura”, considera a CGTP.

Para reverter a situação, a central sindical defende, num documento que vai servir de base ao debate, que as principais empresas e serviços estratégicos devem passar para o controlo público, de forma a combater as desigualdades e a pobreza e a promover o bem-estar social, melhorando as condições de vida dos trabalhadores e das populações.

Por isso, a Intersindical considera que o setor financeiro também deve fazer parte do setor público, para que a política de crédito seja colocada ao serviço do desenvolvimento nacional.

No mesmo documento considera determinante que permaneçam na alçada do Estado as telecomunicações e serviço postal e os transportes e comunicações, para a mobilidade da população e para o desenvolvimento da indústria e da produção nacional.

A recuperação do setor energético e da água e saneamento para a esfera pública é também reivindicada, para reduzir os preços pagos pelas familias e pelas empresas.

A central sindical reivindica ainda “o reforço e recuperação das indústrias de defesa, como parte fundamental da soberania e defesa nacionais”.

Assim como a recuperação das indústrias siderúrgica, quimica de base, cimenteira, reparação naval e de contrução de comboios.

“O longo processo de privatizações levado a cabo por sucessivos governos, e que já alienou, vendeu, destruiu uma larga parte de empresas públicas, tem mostrado como o mesmo é ruinoso para o país e para o povo português”, concluiu a central sindical.