Colômbia

Colômbia. Sobe para 21 o número de mortos. Governo português reage ao ataque

Um carro bomba explodiu na Escola Polícia Geral de Santander, em Bogotá. Governo Português expressa condolências às famílias das vítimas mortais e deseja a rápida recuperação dos feridos.

O governo colombiano está a tomar este incidente como um ato terrorista

MAURICIO DUENAS CASTANEDA/EPA

O número de mortos no atentado com carro bomba sobe para 21 e 68 feridos, segundo BBC News. O ataque ocorreu numa escola de polícia em Bogotá, capital da Colômbia.

O jornal El Tiempo dá conta que os primeiros relatos do incidente referem que tudo aconteceu depois de um homem, que ia ao volante de um carro, se ter dirigido à portaria daquele quartel que forma polícias. Ao ser-lhe impedida a passagem, o homem acelerou contra uma parede e o carro explodiu. De acordo com o que está a ser dito em diferentes media colombianos, o carro estava dentro da escola de polícias à altura da explosão.

O condutor está entre os mortos deste atentado. Houve várias vítimas mortais que chegaram a ser transportadas para hospitais nas imediações da escola. Também há vítimas que já foram submetidas a cirurgias de urgência.

Conforme o vídeo acima indica, o impacto da explosão partiu alguns vidros de um prédio que está nas imediações da Escola Geral de Polícias de Santander.

O Presidente da Colômbia já se pronunciou sobre o sucedido, referindo que se ia deslocar para o local. “Dei ordens às forças de segurança pública para que os autores deste ataque sejam determinados e levados à justiça. Todos os colombianos condenam o terrorismo e estamos unidos para enfrentá-lo. A Colômbia entristece-se mas não se verga perante a violência”, escreveu o chefe de Estado colombiano no Twitter.

Também a vice-Presidente classificou o incidente de ato terrorista. “O terrorismo jamais nos vergará perante o compromisso de fortalecer instituições, desenvolver a Colômbia e lutar contra a corrupção”, escreveu Marta Lucía Ramírez no Twitter.

O atentado foi também condenado por Pastor Alape, líder do Partido FARC, que sucedeu à organização paramilitar e terrorista que em 2016 assinou como então governo colombiano um acordo de paz. “É uma provocação cotra a saída política do conflito. Procuram fechar as possibilidades de acordo com o ELN [Exército de Libertação Nacional], deslegitimar as mobilizações sociais e favorecer os setores guerreristas [que se opõem ao processo de paz]. A nossa solidariedade com os familiares dos polícias”, escreveu o líder do Partido FARC.

Ainda esta quarta-feira o governo da Colômbia instou o ELN, a única força militar que resta no combate ao governo colombiano, a “tomar uma decisão ética e política urgente” e a sentar-se à mesa de negociações. No mesmo dia, o ELN assumiu ter na sua posse a tripulação de um helicóptero que caiu na sua zona de influência após ser atacado. De acordo com o que a ELN avançou em comunicado, a intenção é de libertar os reféns, em articulação com ONGs.

Governo português condena o ataque

“O Governo Português expressa a sua solidariedade para com o Governo, a Polícia Nacional da Colômbia e todo o povo colombiano pelo ataque terrorista na Escola de Polícia General Santander, em Bogotá, enviando as suas condolências às famílias das vítimas mortais e desejando a rápida recuperação dos feridos”, refere um comunicado do gabinete do ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

O Governo salienta que Portugal “acompanhou e contribuiu empenhadamente” para o processo de paz na Colômbia e mantém-se firme no seu apoio ao país nesta fase de transição.

“Neste contexto, Portugal condena de forma veemente esta tentativa de destabilização dos esforços de reconciliação nacional que visou uma instituição central no combate ao terrorismo e à criminalidade”, acrescenta o documento.

O ataque ocorreu na escola de cadetes da polícia general Francisco de Paula Santander, na capital da Colômbia, causando pelo menos dez mortos e 65 feridos, com o Presidente da Colômbia, Iván Duque, a afirmar que está “plenamente identificado” o autor material do atentado.

“A investigação está a avançar e já foi identificado o autor material. Vamos atuar com toda a firmeza”, disse Iván Duque, que se deslocou para o local do ataque.

Já o procurador-geral, Néstor Humberto Martinez, declarou que se trata de um homem chamado José Aldemar Rodríguez, que terá morrido ao fazer rebentar cerca de 80 quilogramas de explosivos que levava numa carrinha.

O ataque ainda não foi reivindicado, mas rebeldes do Exército de Libertação Nacional têm aumentado os ataques contra alvos policiais na Colômbia, nos últimos meses, no meio de um impasse político que os opõe ao Presidente conservador, Iván Duque.

Testemunhas dizem que ouviram uma forte explosão que destruiu janelas em prédios junto à academia de polícia.

Ainda não está explicado como o veículo-bomba conseguiu entrar na academia de polícia, no sul de Bogotá.

(Artigo atualizado com o número de mortos às 6h57, sexta-feira, 18 de janeiro 2019)

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