Donald Trump

“Estamos a ser esmagados”. Os desabafos de Donald Trump após 27 dias de “shutdown”

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O presidente norte-americano não desiste da construção de um muro na fronteira entre os EUA e o México. Nos bastidores, revela o lado mais impaciente. É o 27.º dia de paralisação parcial do Governo.

O "shutdown" parcial do Governo dura há 27 dias

AFP/Getty Images

Há 27 dias que o governo norte-americano iniciou uma paralisação parcial, o mais longo período em que um executivo dos Estados Unidos esteve impedido de fazer uso dos recursos que tem à sua disposição. Donald Trump diz não ceder enquanto não vir a construção de um muro na fronteira entre os EUA e o seu vizinho do sul, o México, avançar. No entanto, os bastidores das negociações têm mostrado uma história diferente e um lado mais frustrado e impaciente do presidente norte-americano.

De acordo com o New York Times, Trump estará incomodado com a mais recente cobertura jornalística feita ao “shutdown”bem como com a resistência dos democratas em aceitar a construção do muro. “Estamos a ser esmagados!”, terá dito ao chefe do gabinete, de acordo com uma fonte próxima dos dois. E, de seguida, vem a questão que tem perguntado várias vezes: “Porque é que não conseguimos um acordo?”

As mais recentes sondagens, explica o jornal, indicam que os norte-americanos culpam o presidente pelo shutdown do Governo e os seus conselheiros têm vindo a avisá-lo sobre os efeitos negativos que a medida está a ter na economia do país, tendo em conta que cerca de 800 mil funcionários federais estão sem licença ou a trabalhar sem remuneração, afetando também a segurança dos aeroportos e provocando o fecho de agências federais.

Donald Trump quer que os democratas voltem à mesa de negociações sobre o muro na fronteira, mas parece não ter uma tarefa fácil pela frente. “Está a tornar-se cada vez mais óbvio que os ‘Democratas Radicais’ são um partido de fronteiras abertas e crime. Eles não querem ter nada a ver com a grande crise humanitária na nossa fronteira do Sul”, escreveu numa publicação no Twitter.

Muitas vezes, acrescenta o NY Times, Trump terá apontado o dedo aos seus conselheiros por não conseguirem a negociação que pretende. “A Casa Branca e os seus aliados têm um sentido de clareza e de realização, e para lá chegar é preciso ter uma estratégia muito mais ampla desde o início”, explicou Kevin Madden, um comentador republicano. O presidente norte-americano, diz o Business Insider, também não terá gostado que os seus funcionários não o tenham defendido no Congresso para financiar o muro que, mais tarde, foi rejeitado.

Donald Trump, recorde-se, chegou a abandonar na semana passada uma reunião com os líderes do Congresso para a negociação parcial do Governo. Segundo o líder democrata no Senado, Chuck Schumer, o presidente norte-americano perguntou a Nancy Pelosi, presidente daquele órgão, se concordava em financiar o muro na fronteira com o México. Quando esta respondeu “não”, o Presidente levantou-se e disse: “Então não temos mais nada para discutir”.

Sem acordo entre democratas e republicanos para fechar o orçamento desses departamentos, onde se incluem questões relacionadas com a segurança nacional, o presidente norte-americano ameaçou manter a paralisação durante “meses ou anos”, se a sua proposta de construção do muro na fronteira com o México, com dinheiro dos contribuintes, não avançar.

(Artigo atualizado às 9h23)

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