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Colômbia

Governo colombiano pede aos guerrilheiros que se decidam sobre a deposição de armas

Alto-Comissário para a Paz da Colômbia disse que o Exército de Libertação Nacional deve "tomar uma decisão ética e política urgente". Considerado o último grupo rebelde do país, o ELN tem 17 reféns.

Miguel Cebllos, Alto-Comissário para a Paz da Colômbia

HANDOUT/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O Alto-Comissário para a Paz da Colômbia, Miguel Ceballos, pediu aos guerrilheiros do Exército de Libertação Nacional (ELN) que tomem uma “decisão ética e política urgente” sobre a deposição de armas para a retomada de negociações com o Governo.

“O grupo tem que definir se realmente quer depor as armas e se deseja que as transformações sociais na Colômbia aconteçam sem violência”, advertiu Ceballos, na quarta-feira.

O Exército de Libertaçao Nacional é considerado o último grupo rebelde do país, depois do desarmamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), transformadas em partido político na sequência do histórico acordo de paz assinado no final de 2016.

Em 2017, o ELN iniciou negociações de paz em Quito com o Governo colombiano, liderado então por Juan Manuel Santos, depois transferidas para Havana.

Mas o Presidente cessante não conseguiu chegar a acordo com os rebeldes e a ação tornou-se um dos principais desafios do mandato do novo Presidente, Iván Duque, que tomou posse em agosto do ano passado.

“O ELN está a afastar-se cada vez mais da possibilidade de um diálogo com o Governo. O Presidente tem sido muito claro: se o ELN entregar todos os reféns e cessar todas as suas ações criminosas, pode haver a possibilidade de um encontro, mas, com estas manifestações, está a afastar-se cada vez mais”, insistiu, detalhando que o ELN tem agora um total de 17 reféns, alguns dos quais desde 2002.

Miguel Ceballos referia-se também ao rapto, na semana passada, dos três tripulantes de um helicóptero intercetado na região de Catatumbo, na fronteira com a Venezuela, reivindicado na quarta-feira pelo ELN.

Em comunicado, os rebeldes informaram: “As famílias dos membros da tripulação estão bem e queremos libertá-los, organizando isto com as agências humanitárias competentes”.

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