Rádio Observador

Crime

Quase metade dos 1.567 presos em Cabo Verde condenados por roubos

Censo prisional aponta que 43% dos presos foram condenados por roubos e 28% por homicídios, na sua maioria homens. As 46 mulheres presas estão condenadas, na sua maioria, por tráfico de droga.

Censo aponta que 43% dos presos foram condenados por roubos e 28% por homicídios

Michelle Shephard / POOL/EPA

Autor
  • Agência Lusa

Quase metade dos 1.567 presos nas cadeias de Cabo Verde foram condenados por roubos, seguidos da prática de homicídios, segundo dados do primeiro censo prisional divulgado esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE) do país.

De acordo com o levantamento, 43% dos presos foram condenados por roubos e 28% por homicídios. O censo aponta ainda que a esmagadora maioria dos presos são homens — no total, há apenas 46 mulheres nas prisões cabo-verdianas, a maioria por crimes de tráfico de droga. Em termos de idade, o censo do INE concluiu que a maior parte dos reclusos masculinos têm entre 25 a 29 anos e que as mulheres têm, na maioria, entre 30 e 49 anos.

Segundo os dados, uma percentagem significativa de presos começou a cometer crimes entre os 15 e 21 anos, e mesmo que não tenham sido presos numa cadeia, estiveram detidos numa esquadra policial. Quanto à educação, o estudo concluiu que metade dos reclusos tem o ensino básico e que no momento da detenção apenas 7,4% estava a estudar.

A nível de nacionalidade, 92,8% dos presos são cabo-verdianos, 4,5% tem dupla nacionalidade e 2,4% são estrangeiros. Em relação ao estado civil, 786 vivem em união de facto, 700 são solteiros, 66 são casados e 15 são divorciados.

Os dados foram apresentados pela diretora de Estatísticas do INE, Naomi Ramos, na cidade da Praia, num workshop organizado pelo Ministério da Justiça e Trabalho e onde foi abordado o Plano Nacional de Reinserção Social. A responsável avançou que a maioria das cadeias cabo-verdianas estão sobrelotadas, à exceção da do Sal, que tem uma taxa de ocupação de 50%.

“A cadeia da Praia tem uma capacidade para 602 presos e no momento do censo estava com 1.112 presos, que é quase o dobro da capacidade. O Sal tem uma capacidade para 250 pessoas e tinha na altura 165 presos. A Cadeia Central de São Vicente tem uma capacidade para 200 presos e na altura tinha 250 presos”, enumerou a mesma fonte, citada pela Inforpress.

Os dados foram recolhidos em março de 2018 e o censo tinha por objetivo fazer o levantamento do perfil sociodemográfico dos presos em todas as cadeias do país, nomeadamente as Cadeias Centrais da Praia e do São Vicente e as Cadeias Regionais do Fogo, Santo Antão e do Sal.

“O objetivo é fazer o levantamento desses indicadores que vão permitir ver qual a motivação para esses crimes cometidos por esses infratores e dar ao país indicadores que permitam traçar melhores políticas, quer na área de segurança, quer na questão de ressocialização dos presos quando saírem das cadeias”, afirmou Naomi Ramos.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)