Cimeiras

Grupo 5+5 comprometeu-se a reforçar cooperação no Mediterrâneo

A questão das migrações, as alterações climáticas e os problemas dos jovens no Mediterrâneo foram temas centrais em reunião de responsáveis de negócios estrangeiros do Grupo 5+5, em Malta.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, representou Portugal na reunião de responsáveis de negócios estrangeiros do Grupo 5+5

MÁRIO CRUZ/LUSA

Os responsáveis de política externa do Grupo 5+5 comprometeram-se esta sexta-feira a aumentar a cooperação e segurança no Mediterrâneo, numa reunião em Malta, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

A questão das migrações, as alterações climáticas e os problemas dos jovens no Mediterrâneo foram temas centrais da reunião de responsáveis de negócios estrangeiros do Grupo 5+5 (uma organização de cooperação do Mediterrâneo ocidental, lançado pela França em 1983, incluindo cinco países do sul da Europa: Espanha, França, Itália, Malta e Portugal; e cinco países do norte de África: Argélia, Líbia, Mauritânia, Marrocos, Tunísia), que ao fim de dois dias, terminou esta sexta-feira em La Valleta, Malta.

“Uma das principais conclusões foi o acordo entre nós de colocarmos em prática o Pacto das Migrações, na sua componente mediterrânica, comprometendo-nos a efetivar os seus mecanismos de cooperação”, afirmou, em declarações à Lusa, Augusto Santos Silva, que representou Portugal neste encontro.

Do grupo dos dez países, apenas a Itália não subscreveu ainda o Pacto das Migrações, mas a vice-ministra dos Negócios estrangeiros italiana, Emanuela Del Re, partilhou das preocupações dos seus homólogos e todos se comprometeram em manter esforços de colaboração e de informação sobre matérias relacionados com os fluxos migratórios no Mediterrâneo.

O chefe da diplomacia de Malta, Carmelo Abela, afirmou mesmo que o problema da migração a partir de África deve ser encarado com delicadeza, devendo evitar-se “o discurso contra os imigrantes, como sendo uma ameaça ou uma fonte de medo”.

Com o estatuto de observadora, participou no encontro do Grupo 5+5 a representante da União Europeia (UE) para a Política Externa, Federica Mogherini, o que, para Augusto Santos Silva, é um sinal da relevância que a UE está a dar ao problema das migrações.

Mogherini afirmou que “o que acontece no Mediterrâneo afeta todo os países membros da UE”, tendo por isso pedido aos países do grupo maior cooperação para enfrentar os desafios e as ameaças que diariamente se colocam à região.

Além da questão das alterações climáticas, que também esteve na agenda, o tema da juventude dominou o encontro em La Valleta, a que se juntaram dez ativistas jovens de cada um dos países integrantes do grupo. “Este é um tema fundamental para este grupo, até pelas desigualdades demográficas, com os países do sul da Europa a debaterem-se com o envelhecimento da população e os países do norte de África com 2/3 de jovens na sua população”, referiu Augusto Santos Silva, para justificar o interesse que o tema suscitou no encontro de Malta.

Durante um almoço de trabalho, os responsáveis de assuntos exteriores do grupo debateram ainda a questão do terrorismo e do radicalismo, com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal a recordar os seus homólogos da existência do Centro Norte/Sul do Conselho da Europa, com sede em Lisboa, que pode ser ativado para melhor entender e combater estas ameaças.

    Se tiver uma história que queira partilhar ou informações que considere importantes sobre abusos sexuais na Igreja em Portugal, pode contactar o Observador de várias formas — com a certeza de que garantiremos o seu anonimato, se assim o pretender:

  1. Pode preencher este formulário;
  2. Pode enviar-nos um email para abusos@observador.pt ou, pessoalmente, para Sónia Simões (ssimoes@observador.pt) ou para João Francisco Gomes (jfgomes@observador.pt);
  3. Pode contactar-nos através do WhatsApp para o número 913 513 883;
  4. Ou pode ligar-nos pelo mesmo número: 913 513 883.

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)