As autoridades responsáveis pelas escavações para resgatar Julen Jimenez, o bebé de dois anos preso num túnel profundo e estreito em Málaga, dizem que devem chegar até à criança dentro de 15 horas, quando forem 10h em Portugal Continental. “Em condições normais de perfuração, podemos chegar a Julen em 15 horas, a menos que encontremos este material extremamente duro novamente”, afirmou Ángel García Vidal, coordenador das operações de busca e resgate.

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Até agora, as tarefas de perfuração para criar os dois túneis paralelos àquele onde Julen Jimenez está têm sido atrasadas por causa das rochas que compõem o solo. Segundo Ángel García Vidal, “o material que se tem encontrado é extremamente duro e, portanto, outros métodos seguros estão a ser usados ​​para extraí-lo”. “Não sabemos de momento quão espesso é e esperamos que, quando superado, tenhamos mais facilidade”, explicou o coordenador.

Se encontrarem mais blocos de pedra pelo caminho, esse pode ser um problema que atrasará ainda mais as operações de busca — que duram desde as 14h de domingo. Quanto mais dura for a pedra, mais potentes devem ser as máquinas usadas para a perfurar. E mais vibrações isso vai causar aos terrenos, motivando deslizamentos de terra que podem prejudicar ainda mais o resgate.

Por outro lado, a firmeza do solo tem sido apontada como uma vantagem para a sobrevivência de Julen: é possível que esteja debaixo de uma pedra que, se tiver buracos, permita a passagem de ar. No entanto, Julen Jimenez continuaria sempre em dificuldades caso não tenha acesso a comida, a água, a ar potável e a espaços abertos que o permitissem movimentar-se, como explicaram três espeleólogos e um médico do INEM ao Observador no artigo cá em baixo.