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Forças Armadas

Missão na RCA “é a mais arriscada” desde guerra do Ultramar, diz CEMGFA

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O chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas afirmou que a missão na República Centro-Africana é muito importante e exigente e tem sido objeto de grande atenção e de grande relevo.

O almirante Silva Ribeiro classificou a missão na RCA como "a mais arriscada" onde já esteve um contingente português, desde "o fim da guerra do Ultramar"

Tiago Petinga/LUSA

O chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), almirante Silva Ribeiro, classificou esta sexta-feira a missão na República Centro-Africana como “a mais arriscada” onde já esteve um contingente português, desde “o fim da guerra do Ultramar”.

“Esta é, como eu tenho referido, a missão mais arriscada que as Forças Armadas portuguesas realizaram desde o fim o da guerra do Ultramar”, disse o CEMGFA durante um almoço-debate promovido pelo International Club of Portugal, que decorreu num hotel em Lisboa.

Silva Ribeiro salientou que esta é “uma missão importantíssima” e “extremamente exigente”, que “tem sido objeto de grande atenção e de grande relevo, mesmo no quadro daquilo que são as missões das Nações Unidas”. “A nossa força de reação imediata é uma força altamente preparada, muito bem equipada, muito bem treinada, tem tido um desempenho operacional extraordinário, que tem recebido os maiores elogios de todos os responsáveis políticos e militares na República Centro-Africana e, evidentemente, é uma missão que exige grande atenção”, apontou.

Por isso, os militares destacados — maioritariamente do exército, mas também da força aérea — “são chamados para as missões mais difíceis”, aquelas onde “é preciso combater, e quando chegam lá resolvem os problemas, e isso é que faz toda a diferença”, assinalou o CEMGFA.

“Muito embora seja uma missão de risco, é uma missão que tem um propósito humanitário fundamental”, precisou o almirante, considerando que a presença portuguesa “demonstra bem a capacidade, a solidariedade de Portugal e dos portugueses que têm os seus filhos nessas operações, e de todo o país para com uma população martirizada e muito sacrificada da República Centro-Africana”.

Silva Ribeiro explicou que naquele país “existem 18 grupos armados que perturbam o exercício da autoridade do Estado pelo Governo democraticamente e legitimamente eleito”, que “não tem capacidade para controlar a situação do país”.

De acordo com o CEMGFA, desde “quinta-feira passada” que a força portuguesa “tem estado empenhada em ações de grande complexidade, de grande risco”, mas “tudo tem corrido bem até agora”. Assim, o responsável apontou que “todos os movimentos” da força são acompanhados “a par e passo, continuamente” no centro de operações, em Lisboa.

“Nós monitorizamos passo a passo tudo o que se passa na República Centro-Africana, e periodicamente fazemos reuniões, como fizemos ontem [quinta-feira] de avaliação para a tomada de decisão sobre que meios é que eles precisam para manterem o diferencial tecnológico para que consigam ter superioridade relativamente aos grupos armados que têm de enfrentar no quadro daquilo que são as orientações e as missões que as Nações Unidas nos determinam”, frisou.

Questionado sobre a possibilidade de Portugal reforçar a força com mais homens e mais meios, o CEMGFA recusou. “Mais homens não creio. Nós fizemos um reforço recente com seis Pandur [viatura blindada] e, portanto, temos neste momento 179 homens, que são maioritariamente do exército, e quatro da força aérea, que são controladores aéreos”, afirmou.

Porém, o almirante Silva Ribeiro não descarta um envio de mais material, entre munições e “armamento tecnologicamente mais sofisticado”. “Mas será no quadro deste tipo de contingente que lá está, apenas pontualmente reforçando, por exemplo, com drones para darem capacidade de visão e de antecipação das ameaças que vão enfrentando nas deslocações que fazem”, disse.

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