Economia

Pereira Coutinho em negócio milionário que não lhe dá sequer um euro

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Em meados de 2018 a situação da SIVA e do grupo SAG já era preocupante. Agora, e para fazer face às dívidas, Pereira Coutinho aceitou vender a empresa, mas não vai lucrar nada com isso.

João Pereira Coutinho envolvia-se em negócios de risco

Getty Images/iStockphoto

João Pereira Coutinho chegou a ser o quinto homem com mais poder económico em Portugal, em 2008. Mas ao fim de quatro anos já não estava sequer no Top 20. Agora, prepara-se para vender a SIVA (subsidiária que representa as marcas do grupo Volkswagen) à Porsche Salzburg, sem receber um euro por isso, noticia o Jornal Económico. A Porsche Salzburg, detida pelo construtor Volkswagen vai assumir a dívida da empresa que, no terceiro trimestre de 2018, ultrapassava os 148 milhões de euros.

O negócio, que deverá estar completo no primeiro trimestre de 2019, arrastou-se devido à complexidade. Por um lado, a dívida financeira que a Porsche vai assumir está em três entidades diferentes controladas por João Pereira Coutinho: a SGC, a SAG GEST e a própria SIVA. Por outro, era preciso negociar a reestruturação da dívida com os quatro bancos credores: Millennium bcp, Caixa Geral de Depósitos, BPI e Novo Banco.

O empresário entrou no mundo dos negócios no Brasil, onde vive desde os 18 anos, mas depois estendeu-se para os Estados Unidos, Argentina, Portugal e Espanha. Em Portugal, a aposta foi no mercado automóvel com o grupo SAG (Soluções Automóveis Globais), a importadora nacional da Volkswagen, Audi e Skoda.

Além de maior acionista da SAG, Pereira Coutinho era, em 2011, dono de uma ilha em Angra dos Reis, no Brasil, e de um Falcon 7X, tinha uma participação de 2% na Zon e era o presidente executivo do grupo SGC, noticiava, na altura, o Dinheiro Vivo. Mas em meados de 2018, o império automóvel tinha um fim anunciado.

O grupo SAG tinha prejuízos avultados (10,1 milhões até ao mês de junho) e a SIVA estava a lutar pela sobrevivência, como admitiu, em agosto do ano passado, ao Sol. Quando o grupo anunciou, em julho de 2018, que estava a vender a subsidiária que representa as marcas do grupo Volkswagen, os investidores reagiram bem e as ações dispararam. Mas assim que foi conhecido que a SIVA estava a passar por dificuldades, as ações caíram em flecha.

Este não é o primeiro negócio falhado em Portugal: em 2011, Pereira Coutinho viu-se obrigado a anunciar que a AR Telecom — que esperava que vingasse no mundo das telecomunicações — iria sair do negócio.

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