Benfica

Revelados novos e-mails do Benfica dois dias após a detenção do hacker Rui Pinto

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Dois dias após a detenção de Rui Pinto, continua a tradição de o Mercado do Benfica publicar novos e-mails às 18h de cada dia 18. Documentos foram carregados na internet a 8 de janeiro.

Rui Pinto foi detido na quarta-feira mas ficou em prisão domiciliária

D.R.

A página “Mercado de Benfica” publicou novos e-mails relacionados com o clube das águias, desta vez do diretor financeiro da SAD do Benfica, Miguel Moreira. A nova mensagem surge após a detenção de Rui Pinto, um hacker que confessou ter ligações ao Football Leaks e que a Polícia Judiciária está a investigar por suspeitas de ter roubado informações confidenciais ao clube vermelho e branco.

Antes da detenção de Rui Pinto, o blog costumava partilhar novos e-mails às 18h de todos os dias 18 de cada mês. E foi às 18h de esta sexta-feira, 18 de janeiro, que o novo e-mail foi relevado na página. Rui Pinto ficou em prisão domicilária. Mas visto que o alegado hacker foi detido esta quarta-feira na Hungria e as publicações continuaram, surge a dúvida sobre se Rui Pinto é mesmo o homem por detrás do “Mercado de Benfica”. Ou se existem outros hackers envolvidos nas fugas de informação.

Entretanto, o Jornal de Notícias revelou que os documentos vindos a público esta sexta-feira já tinham sido carregados na página a 8 de janeiro, dez dias antes de serem revelados na página. É então possível que Rui Pinto tenha agendado a publicação para esta sexta-feira às 18h.

De acordo com as declarações dos advogados de Rui Pinto à France Press (AFP), “existe uma cooperação ativa entre Rui Pinto e o Parquet National Financier”, o departamento do Ministério Público francês que investiga crimes financeiros.

Em comunicado, os advogados também avançaram que vão pedir o estatuto de delator — em inglês, whistleblower, como é Edward Snowden, por exemplo — porque “o senhor Rui Pedro Gonçalves Pinto tornou-se num importante denunciante europeu no âmbito dos chamados Football Leaks, relembrando-se que muitas revelações feitas ao abrigo destas partilhas de informação estiveram na origem da publicação, durante vários anos, de notícias que deram lugar à abertura de muitas investigações em França e noutros países europeus”.

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