Brasil

Rio de Janeiro vai ser Capital Mundial da Arquitetura em 2020

Esta será a primeira edição da Capital Mundial da Arquitetura. A iniciativa é uma parceria entre a UNESCO e a União Internacional dos Arquitetos, que deverá acolher o congresso dos profissionais.

A UNESCO, a UIA e as instituições locais vão organizar atividades para promover projetos que envolvem arquitetos e urbanistas, assim como responsáveis políticos, instituições sociais e profissionais de outros setores

BARBARA WALTON/EPA

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  • Agência Lusa

A cidade do Rio de Janeiro, no Brasil, foi designada Capital Mundial da Arquitetura em 2020, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), anunciou esta sexta-feira esta entidade, na sua sede, em Paris.

O anúncio daquela que será a primeira Capital Mundial da Arquitetura foi feito na presença da diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, do presidente da câmara do Rio de Janeiro, Marcello Crivella, e de Thomas Vonier, presidente da União Internacional dos Arquitetos (UIA).

Esta escolha surge na sequência de uma parceria firmada entre a UNESCO e a UIA, no sentido de designar uma capital mundial da arquitetura, que deverá acolher o congresso mundial da União dos Arquitetos, evento que decorre a cada três anos.

O objetivo é que a Capital Mundial da Arquitetura se torne, em 2020, um fórum de debates sobre os desafios globais na perspetiva da cultura, do património mundial, do urbanismo e da arquitetura.

Neste sentido, o Rio de Janeiro irá ser palco de uma série de eventos sob o tema “Todos os mundos. Só um mundo”, para promover o 11.º objetivo da Agenda Internacional 2030 para o Desenvolvimento Sustentável: “Tornar as cidades e aglomerados humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis”.

A UNESCO, a UIA e as instituições locais vão organizar atividades para promover projetos que envolvem arquitetos e urbanistas, assim como responsáveis políticos, instituições sociais e profissionais de outros setores, incluindo artistas e escritores, num espaço de diálogo criativo e inovador.

Organização não-governamental com sede em Paris, a União Internacional dos Arquitetos (Union Internationale des Architectes, em francês) foi fundada em Lausana, na Suíça, a 28 de junho de 1948, logo após o final da II Guerra Mundial, com o objetivo de unir e representar os arquitetos de todo o mundo, independentemente da nacionalidade, raça, religião ou opção arquitetónica, bem como de federar as suas organizações nacionais.

A UIA – presidida pelo norte-americano Thomas Vonier – reúne atualmente organizações profissionais de 123 países e territórios, representando mais de 3,2 milhões de arquitetos em todo o mundo.

Rio de Janeiro vai mostrar “mazelas” urbanas como capital mundial da arquitetura

A cidade brasileira do Rio de Janeiro promete não esconder as suas “mazelas”, como primeira capital mundial da arquitetura, em 2020, disse à Lusa a responsável pelo departamento de Urbanismo, no anúncio da iniciativa, na UNESCO, em Paris.

O Rio de Janeiro, ao ser capital da arquitetura, vai abrigar uma quantidade de palestras, seminários e exposições que não serão apenas das belas arquiteturas da cidade e do mundo, mas também as nossas mazelas. O futuro do urbanismo será o foco desse debate que será organizado durante todo o ano de 2020”, disse à Lusa Verena Andreatta, secretária municipal de Urbanismo do Rio de Janeiro.

Verena Andreatta substituiu o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, na declaração oficial da cidade brasileira como capital mundial da arquitetura em 2020, feita esta sexta-feira na sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), em Paris.

O prefeito brasileiro enviou, porém, uma mensagem em vídeo, na qual relembrou a relevância história do Rio de Janeiro e os 400 anos de história da cidade.

Por ter sido porto e capital do Brasil durante mais de dois séculos, e sede de grandes eventos, reúne ícones arquitetónicos que conformam um acervo de marcos únicos na sua relação com o espaço urbano. Da região portuária, ao Palácio Capanema, ícone da arquitetura moderna, é possível passear por quatro séculos da história da arquitetura mundial”, referiu Crivella, na sua mensagem.

Também na cerimónia esteve presente Thomas Vonier, presidente da União Internacional dos Arquitetos (UIA), já que, em 2020, o Rio também receberá o 27.º Congresso Mundial dos Arquitetos.

Que cidade melhor que o Rio de Janeiro para mostrar os desafios que enfrentamos nas cidades e nas nossas sociedades? Com uma população crescente, com muitos jovens, uma população com muitas necessidades e com muitas pessoas que vivem em circunstâncias difíceis. Pode a arquitetura resolver estes desafios, ao mesmo tempo que protege a rica herança existente e a beleza natural? O Rio tem todos os atributos para ser uma maravilhosa primeira capital mundial da arquitetura”, disse hoje Thomas Vonier, em Paris.

A diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, também não esteve presente na sessão, fazendo-se representar por Ernesto Ottone, subdiretor geral da Cultura da UNESCO, que mencionou a perseverança do Brasil em conseguir este título.

A cidade espera ainda um aumento no número de turistas no próximo ano, acolhendo potencialmente mais de 25 mil pessoas vindas especificamente para a iniciativa.

“O Rio de Janeiro vai receber mais de 25 mil visitantes só com esta iniciativa que dinamiza o turismo, gera empregos e rendimento”, acrescentou ainda Verena Andreatta.

A escolha do Rio de Janeiro surge na sequência de uma parceria firmada entre a UNESCO e a UIA, no sentido de designar uma capital mundial da arquitetura, para acolher o congresso mundial dos arquitetos, evento que decorre a cada três anos.

O objetivo é que a Capital Mundial da Arquitetura se torne, em 2020, um fórum de debate sobre os desafios globais na perspetiva da cultura, do património mundial, do urbanismo e da arquitetura.

O Rio de Janeiro, neste contexto, vai ser palco de uma série de eventos sob o tema “Todos os mundos. Só um mundo”, para promover o 11.º objetivo da Agenda Internacional 2030 para o Desenvolvimento Sustentável: “Tornar as cidades e aglomerados humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis”.

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