Rolls-Royce

Rolls-Royce tem pela frente um problema enooooorme

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Um automóvel é um interminável conjunto de peças ligadas entre si e, quanto mais sofisticado é o modelo, mais são necessárias. Basta que falhe apenas uma para que o carro já não possa ser terminado.

Todos os fabricantes de automóveis – e de tudo o resto – instalados no Reino Unido estão cada vez mais desesperados com a forma como os políticos estão a tratar do Brexit. É claro que ainda há quem acredite que a “coisa” vai melhorar, uma vez fora da União Europeia (UE), mas as empresas encarregues da construção dos automóveis, sejam elas inglesas ou estrangeiras, e aqui dentro ou fora da UE, estão cada vez mais à beira de um ataque de nervos.

Os automóveis modernos são formados por um generoso conjunto de peças, ligadas entre si e por uma ordem específica. Em média, são cerca de 30.000 peças, para um veículo convencional, tipo Renault Clio ou VW Golf, os líderes dos respectivos segmentos. É claro que à medida que os veículos aumentam, de dimensão ou sofisticação, o número de peças cresce, um pouco à semelhança do que acontece com o preço. E o melhor exemplo vem de marcas como a Bentley ou a Rolls-Royce, cujos modelos necessitam de aproximadamente 40.000 peças antes de ganhar vida.

Ora, sucede que a Rolls – que nasceu britânica, mas que há muito foi adquirida pelos alemães da BMW (praticamente na mesma altura em que a VW comprou a Bentley) – produz os seus veículos no Reino Unido, o que não quer dizer que utilize exclusivamente peças inglesas, ou até mesmo que a maioria seja fabricada do outro lado do Canal da Mancha. Das cerca de 40.000 peças que compõem um Rolls – em média, pois o valor varia com o modelo –, apenas 8% são fabricadas no Reino Unido, com as restantes (mais de 32.000) a serem oriundas de outros países europeus.

Quer isto dizer que, com a confusão que o Brexit vai provocar nas fronteiras, por onde passam, só para a Rolls, cerca de 35 camiões por dia, basta que um deles fique retido para a que a produção seja interrompida. Sob o ponto de vista logístico, isto representa uma dor de cabeça que, a prazo, pode levar a Rolls-Royce a procurar outras paragens para montar os seus veículos. O CEO da companhia, Torsten Müller Ötvös, aproveita para passar uma mensagem ao afirmar que “a Rolls não vai sair do Reino Unido nos próximos tempos”, deixando antever nas entrelinhas que, se não muda já, pode perfeitamente mudar um destes dias.

A Rolls-Royce, que necessita de cerca de 800 horas para produzir um dos seus modelos, viu as vendas aumentarem 20% em 2018. E agora, com o Cullinan, espera um incremento ainda superior em 2019. Contudo, isto não a leva a esquecer que tem 600 fornecedores de peças europeus, não ingleses, contra um número muito inferior de locais, tornando mais fácil trocar o Reino Unido, onde a Rolls nasceu em 1904, por qualquer outro país europeu, caso as formalidades fronteiriças provoquem demasiadas perdas de eficiência e o Governo britânico não queira pagar a factura.

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