O renovado Série 7, o porta-estandarte da BMW, sofreu um restyling que lhe alterou ligeiramente a estética – à excepção da frente, onde a intervenção foi mais evidente, devido à imensa grelha. Mas sob a carroçaria há igualmente modificações mecânicas que convém mencionar. Especialmente as equipadas com motorizações híbridas plug-in (PHEV) que, com a introdução do sistema mais realista de determinar consumos e emissões de CO2 denominado Worldwide Harmonised Light Vehicle Test Procedure (WLTP), viram bastante limitada a sua autonomia anunciada em modo eléctrico.

Como para usufruir dos benefícios inerentes ao estatuto de PHEV é necessário assegurar um mínimo de 50 km de autonomia, especialmente em alguns mercados como o chinês, este tipo de veículos ficou com um problema entre mãos, uma vez que o WLTP reduziu os anteriores 50 km para cerca de 30 km. Daí que, além de ter de montar filtros de partículas em motores sobrealimentados a gasolina, similares aos que se montam há muito nos turbodiesel, a BMW teve de reforçar a capacidade dos acumuladores que monta nos seus plug-in.

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Em matéria de PHEV, o Série 7 oferece o 745e, na versão normal, mas igualmente na longa (745Le) e longa com tracção integral (745Le xDrive). Porém, a bateria de 9,2 kWh que montava até aqui foi “promovida” a 12,0 kWh, o que lhe permite anunciar 58 km em WLTP – para a versão curta e 50 km para a versão longa e xDrive – mas não necessariamente cumpri-los, pelo menos em conduções normais. O motor eléctrico fornece 83 kW, ou seja, 113 cv, estando acoplado ao motor a gasolina sobrealimentado, com seis cilindros e três litros de capacidade. Se a unidade térmica debita 286 cv e 450 Nm de força, a potência conjunta atinge 394 cv e 600 Nm de binário.

Basta ver, por exemplo, que segundo o método de medições americano, substancialmente mais próximo da realidade para os PHEV, o 745e está homologado como sendo capaz de percorrer 18 milhas em modo eléctrico, o que equivale a 29 km. Um valor que será mais fácil de reproduzir por qualquer condutor, sem ter de adoptar uma condução particularmente económica.