O papa pediu este domingo aos cristãos orações pelas vítimas e pelos responsáveis das mortes no Mar Mediterrâneo e afirmou que continua a rezar por “um caminho de paz na Colômbia”. “Penso nas vítimas dos naufrágios no Mediterrâneo. Procuravam um futuro para a sua vida. Vítimas talvez de traficantes de seres humanos. Rezemos por eles e por todos os que têm responsabilidades no que sucedeu”, disse Francisco durante a celebração do Angelus, na Praça de São Pedro, na Cidade do Vaticano.

A Organização Internacional das Migrações (OIM) afirmou que o naufrágio a 50 milhas da costa da Líbia, na sexta-feira, é o segundo em dois dias e aumenta o total de migrantes desaparecidos no Mediterrâneo para 200 só este ano. Em comunicado, a OIM referiu que, nesta segunda tragédia, foram resgatados três sobreviventes, que terão comunicado que na embarcação seguiam 120 pessoas a bordo. Foram também registados três mortos.

Durante a celebração, o papa Francisco afirmou também que continua a rezar por “um caminho de paz na Colômbia”, depois de um ataque contra a escola nacional de polícia, em Bogotá, que matou 21 pessoas e feriu várias dezenas. O líder da Igreja Católica recordou ainda que na quarta-feira vai viajar para o Panamá para participar na 34.ª Jornada Mundial da Juventude, evento que classificou como “bonito e muito importante para o caminho da Igreja”.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vai participar na Jornada Mundial da Juventude, tendo a autorização para a deslocação do chefe de Estado ao Panamá sido aprovada no passado dia 11 pela Assembleia da República, por unanimidade. O projeto de resolução aprovado refere que Marcelo Rebelo de Sousa irá deslocar-se ao Panamá a convite do seu homólogo panamiano, Juan Carlos Varela, fazendo escala em Espanha.

A Jornada Mundial da Juventude é um evento instituído pelo papa João Paulo II, que se realizou pela primeira vez em 1986, em Roma, e que se repete a cada dois ou três anos, numa cidade diferente. No início de dezembro, o Presidente da República comentou a possibilidade de a Jornada Mundial da Juventude de 2022 vir a realizar-se em Portugal, considerando que “seria uma magnífica notícia”, mas ressalvou que era necessário aguardar pela palavra do pontífice. “A palavra é do papa Francisco e ele não a dará antes do Panamá, antes das Jornadas de janeiro, vamos esperar”, declarou na altura o chefe de Estado aos jornalistas.

O papa Francisco esteve em Portugal em visita apostólica entre 12 e 13 de maio de 2017, por ocasião do centenário das aparições em Fátima.