Se colocarmos em cima da mesa os factos, de momento e considerando todos os veículos eléctricos que já estão no mercado ou estão prometidos para até 2020, são os Tesla que possuem as baterias mais baratas, com melhor eficiência energética, mais potentes e com maior autonomia. Tudo isto são factos admitidos pelos próprios concorrentes.

Porém, um veículo eléctrico começa, antes de mais, por ser um veículo. E é aqui que a Tesla tem de evoluir e depressa. A qualidade tem de melhorar, a robustez de construção também, sendo igualmente fundamental limar algumas arestas no capítulo da concepção, que potencialmente vão desagradar aos clientes, excepto os menos exigentes. O construtor americano está a trabalhar para resolver esses problemas, mas há uns que prometem ter uma solução mais complexa do que outros.

Todos os automóveis são concebidos para serem aerodinâmicos, pois disso depende a possibilidade de serem mais velozes e mais económicos, factor que ganha particular importância entre os alimentados por bateria. Daí a conceber uma tampa da bagageira traseira que não se pode abrir quanto está de chuva, com o risco de inundar o interior da mala, vai uma certa distância.

O youtuber norueguês Bjorn Nyland publicou um vídeo quando descobriu este erro de concepção, tanto mais que chuva e neve são algo que existe em quantidade lá para as suas bandas. Contudo, já diversos utilizadores americanos tinham tornado público isso mesmo, em Agosto de 2018. Segundo revela em vídeo, sempre que a carroçaria do Model 3 está molhada – não sendo pois necessário que esteja a chover na altura, basta segundos antes –, assim que se abre a tampa da mala, a água que estava acumulada sobre ela cai para o vidro traseiro e, daí, para o interior da bagageira, molhando tudo o que está lá dentro.

Há vários veículos de três volumes no mercado com este tipo de carroçaria sedan, ou três volumes, igualmente aerodinâmica, que conseguiram ultrapassar esta dificuldade. É bom que a Tesla encontre uma solução, não só para as unidades que ainda vão ser produzidas, como para as outras já em circulação, seja recorrendo a borrachas mais volumosas – opção mais barata – ou uma alteração mais profunda que exija modificação dos moldes, obviamente mais dispendiosa, mas não menos necessária ou urgente.