As trocas comerciais com a China são há muito um problema, com os chineses nem sempre a ‘jogar limpo’ para conseguirem mais vantagens comerciais, sobretudo através da subsidiação de determinados produtos. O mais recente exemplo tem duas rodas e é eléctrico, com a União Europeia (UE) a ter decidido taxar em 79,3% os velocípedes deste tipo oriundos do mercado chinês.

As cada vez mais populares e-bikes, não só junto dos particulares em busca de um meio de transporte urbano alternativo, mas também junto das empresas que as exploram, estão condenadas a aumentar, em breve, de preço. Produzidas na sua maioria na China, deverão ver o valor pelo qual são comercializadas subir ao mesmo ritmo do novo imposto de 79,3%.

Segundo a União Europeia, a maioria dos fabricantes chineses será penalizada com a taxa máxima, existindo outros que suportarão cargas fiscais inferiores, como é o caso da Bodo Vehicle Group, cujas bicicletas eléctricas pagarão 73,4%, da Yadea Technology Group (62,9%) e da Giant (24,6%).

Ao todo, a medida da UE irá abranger cerca de 70 fabricantes chineses, que foram alvo de um inquérito, visando apurar quem praticava dumping. Os que foram apanhados nessa prática, ou se recusaram a responder ao questionário, foram “contemplados” com a taxa máxima

A análise a este problema por parte da UE, em colaboração com as autoridades chinesas, concluiu que alguns fabricantes de e-bikes recebiam apoios ilegais do Estado, segundo o relatório apresentado pelos legisladores europeus. A acção da UE foi devida a uma queixa por parte dos fabricantes deste tipo de veículos do Velho Continente, que argumentavam que estavam a ser vítimas de uma guerra desleal.

O mesmo problema já foi tratado de forma similar nos EUA e, quando se temia que o novo imposto (de 25%) resultasse num incremento considerável do preço de venda ao público das e-bikes, o aumento foi de tal forma ligeiro que elas continuaram a ser as mais acessíveis. Resta saber o que acontecerá com um imposto três vezes superior, como que vai ser aplicado pela UE.