O reassentamento das famílias que viviam nas proximidades da lixeira de Hulene, onde morreram em fevereiro de 2018 soterradas 16 pessoas, vai levar, pelo menos, mais seis meses, avançou esta segunda-feira o presidente do Conselho Autárquico de Maputo.

“Pedimos a extensão deste prazo. Estamos a discutir com o Governo se será um mês ou um ano”, disse à imprensa David Simango, à margem de uma cerimónia pública em Maputo.

A extensão do prazo deve-se a atrasos na construção das novas casas das 139 famílias, cujas residências estavam localizadas nas imediações da lixeira de Hulene, e que agora vivem em casas arrendadas e que são pagas pelo Governo moçambicano. “O concurso para a escolha das entidades que vão construir as casas registou alguma demora, mas os problemas já foram ultrapassados”, disse David Simango.

No dia 19 de fevereiro, uma parte da maior lixeira da capital com altura de um edifício de três andares desabou devido à chuva forte, que destruiu diversas habitações precárias em redor. O acidente provocou 16 mortos, sete dos quais eram crianças, de acordo com o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) em Maputo.

No início de março, o Governo moçambicano anunciou que 1.750 famílias serão retiradas das imediações da lixeira de Hulene, que deverá ser encerrada, numa operação estimada em 110 milhões de dólares (89,3 milhões de euros).