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Líbia

Navio mercante resgata cerca de 100 pessoas no Mediterrâneo

A embarcação estava a 60 milhas da costa da cidade de Misurata e nela encontravam-se 60 pessoas. O pedido de socorro às 9h (hora de Lisboa) de domingo e foi respondido pelas autoridades líbias.

Essa situação ocorre no momento em que há apenas um navio humanitário, o Sea Watch 3, a patrulhar o Mediterrâneo

Doctors Without Borders HANDOUT/EPA

Autor
  • Agência Lusa

A Líbia enviou um navio mercante para ajudar um barco com cerca de 100 pessoas que estava em dificuldades, levando o grupo para cidade líbia de Misurata.

Os migrantes que estavam no barco, localizado a cerca de 60 milhas da costa da cidade de Misurata, lançaram um pedido de socorro às 9h00 (hora de Lisboa) de domingo.

O “Alarm Phone”, que administra uma linha telefónica disponibilizada para migrantes em dificuldade no Mediterrâneo, explicou que os migrantes enviaram o aviso aos centros de coordenação de resgate da Itália e Malta, mas que estes pediram para que se dirigissem à Líbia, responsáveis pelos salvamentos.

Durante o resto do dia não houve resposta e os migrantes relataram que estavam numa situação dramática e que várias pessoas tinham desmaiado e que inclusive uma criança tinha morrido.

Por volta das 22h00, hora de Lisboa, tanto o Governo italiano quanto a Guarda Costeira responderam que as autoridades líbias estavam ocupadas com o auxílio a outras duas embarcações.

Os migrantes chegarão esta segunda-feira no porto de Misurata.

O retorno de migrantes à Líbia foi descrito como uma violação de direitos por várias organizações humanitárias.

O retorno de pessoas resgatadas em águas internacionais para a Líbia vai contra o direito internacional, já que atualmente não há porto seguro na Líbia”, disse Carlotta Sami, porta-voz da Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR) para o sul da Europa.

Nesta sexta-feira, houve um naufrágio a 50 milhas da costa da Líbia e em que pelo menos 117 pessoas perderam a vida, segundo o depoimento dos três sobreviventes resgatados pela marinha italiana.

Essa situação ocorre no momento em que há apenas um navio humanitário, o Sea Watch 3, a patrulhar o Mediterrâneo, já que o navio da organização não-governamental Open Arms está bloqueado em Espanha pelas autoridades e o Sea Eye está em busca de um porto para a mudança de tripulação.

O Sea Watch resgatou 46 pessoas no sábado e ainda aguarda indicações para onde ir, já que não recebeu uma resposta de Itália ou Malta, que são os portos seguros mais próximos.

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