Rádio Observador

Autoridade Tributária

Trabalhadores e inspetores tributários exigem abertura de concursos congelados

Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos queixa-se de atrasos no processamento de vencimentos, congelamento de concursos de promoção ou falta de clarificação de regras sobre mobilidade intercarreiras.

A ausência de uma resposta do Governo relativamente ao processo de revisão das carreiras levou o Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos a marcar uma greve entre os dias 26 e 31 de dezembro de 2018

MÁRIO CRUZ/LUSA

Os trabalhadores dos impostos e os inspetores tributários e aduaneiros exigem a abertura imediata dos concursos promocionais congelados há vários anos e a clarificação das regras dos procedimentos de mobilidade intercarreiras.

Num comunicado divulgado pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI), na sequência de uma reunião com a direção da Autoridade Tributária e Aduaneira, esta estrutura sindical critica a forma como os Recursos Humanos da AT têm gerido algumas questões e dá conta de situações em que os trabalhadores têm visto “sucessivamente as suas legítimas expetativas defraudadas ou adiadas”.

Em causa estão, segundo refere a estrutura sindical presidida por Paulo Ralha, questões relacionadas com atrasos no processamento dos vencimentos dos trabalhadores no âmbito dos ciclos de avaliação permanente, o congelamento de concursos de promoção ou ainda falta de clarificação de regras do procedimento de mobilidade intercarreiras, nomeadamente no que diz respeito a prazos de início, duração e moldes em que os períodos experimentais vão decorrer.

Em declarações à Lusa, Paulo Ralha referiu que já foi lançado o processo de mobilidade intercarreiras para os trabalhadores licenciados em áreas consideradas orgânicas para a AT (como Direito ou Economia, por exemplo), a que deve seguir-se o procedimento para os licenciados em áreas não orgânicas. Para o STI é igualmente necessário que se crie uma solução para que os funcionários que não são licenciados possam progredir, nomeadamente através do reconhecimento da sua experiência profissional.

Também em comunicado emitido pela Associação Sindical dos profissionais de Inspeção Tributária e Aduaneira (APIT) após de uma reunião com a direção da AT são salientados os procedimentos concursais e a mobilidade, com a APIT a exigir “uma estratégia integrada que garanta transparência e igualdade no momento e nos parâmetros aplicados”.

A par destes temas, ambas as estruturas sindicais querem que o Governo dê prioridade ao processo de revisão das carreiras especiais da AT. Ainda que esta questão vá além do âmbito de atuação da Direção da AT, a APIT aproveitou a reunião para transmitir “o descontentamento, o mau estar e o descrédito que os sucessivos atrasos e os incumprimentos de calendário criaram nos trabalhadores”. Também o STI salienta que “até ao momento, o Governo continua sem apresentar um projeto articulado de diploma de carreiras para discussão e negociação com os Trabalhadores”.

A inclusão dos trabalhadores das carreiras especiais da AT no universo de funcionários públicos com vínculo por nomeação, a criação de carreiras autónomas e de promoções e a atribuição do estatuto de órgão de polícia criminal à AT e aos seus trabalhadores são algumas das medidas que devem ser tidas em conta neste processo de revisão das carreiras.

Recorde-se que a ausência de uma resposta do Governo relativamente a este processo de revisão das carreiras levou o STI a marcar uma greve entre os dias 26 e 31 de dezembro de 2018.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)