Cimeiras

Bolsonaro diz que irá aliar desenvolvimento económico e meio ambiente no Brasil

O Presidente do Brasil afirmou que o país é o que mais preserva o ambiente e disse que os líderes sul-americanos não querem uma "América bolivariana", na reunião do Fórum Económico Mundial, em Davos.

Jair Bolsonaro, o Presidente do Brasil, discursava na 49.ª reunião anual do Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça

GIAN EHRENZELLER/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, disse esta terça-feira na 49.ª reunião anual do Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça, que o seu Governo irá aliar o desenvolvimento económico com a preservação do meio ambiente.

“Somos o país que mais preserva o meio ambiente. Nenhum outro país do mundo tem tantas florestas como nós. A agricultura faz-se presente em apenas 9% do nosso território e cresce graças à sua tecnologia e à competência do produtor rural. Menos de 20% do nosso solo é dedicado à pecuária”, disse Bolsonaro.

“A nossa missão agora é avançar na compatibilização entre a preservação do meio ambiente e da biodiversidade com o necessário desenvolvimento económico, lembrando que são interdependentes e indissociáveis”, acrescentou o chefe de Estado brasileiro.

Depois do discurso, Bolsonaro foi questionado por sobre o tema ambiental num breve painel de perguntas dirigido por Klaus Schwab, presidente do fórum Económico Mundial, ocasião em que voltou a defender que a política adotada no país nesta área será positiva.

“Hoje, 30% do Brasil são florestas. Então, nós damos, sim, exemplo para o mundo. O que pudermos aperfeiçoar, faremos. Nós pretendemos estar sintonizados com o mundo na busca da diminuição de gás carbónico e na preservação do meio ambiente”, disse.

Desde que foi eleito Presidente, em outubro do ano passado, a preservação ambiental no Brasil, que detém no seu território grande parte da floresta amazónica, tem sido foco de preocupação. Isto aconteceu porque Bolsonaro chegou a colocar em causa a manutenção do país no Acordo de Paris, disse que não irá criar nenhuma nova reserva ambiental e chegou a colocar em causa a manutenção de reservas indígenas já reconhecidas pelo Governo em declarações públicas.

A 49.ª reunião anual do Fórum Económico Mundial arrancou esta terça-feira e terá com temas centrais debates sobre a Globalização 4.0 e as alterações climáticas. Esta edição do Fórum é marcada pela ausência do Presidente norte-americano, Donald Trump, bem como por toda a delegação oficial dos Estados Unidos, e também dos líderes políticos da França e Reino Unido. O ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, lidera a comitiva portuguesa a Davos. A Europa também será representada pelo primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, e pela chanceler alemã, Angela Merkel.

Bolsonaro diz que líderes sul-americanos não querem uma América bolivariana

Na mesma reunião do Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça, o Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, disse que os líderes sul-americanos não querem uma “América bolivariana”. “Estamos preocupados em fazer uma América do Sul grande. Não queremos uma América bolivariana”, disse Bolsonaro, em resposta a uma pergunta do presidente do Fórum Económico Mundial, Klaus Schwab, sobre a integração do Brasil com a América Latina.

O chefe de Estado brasileiro também afirmou que mais políticos de centro e de centro-direita foram eleitos na América do Sul nos últimos anos, referindo-se principalmente aos presidentes Mauricio Macri, da Argentina, e Sebastián Piñera, do Chile.

“Isto é uma resposta de que a esquerda não prevalecerá nesta região. O que é muito bom, no meu entender, não apenas para a América do Sul, mas para o mundo”, acrescentou.

Antes de responder a perguntas de Klaus Schwab, Bolsonaro fez um breve discurso, que durou cerca de sete minutos, em que exaltou o combate à corrupção e prometeu realizar uma grande abertura da economia brasileira para o mercado internacional.

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