Chama-se Levante Vulcano é uma edição limitada a apenas 150 unidades, para mais repartidas entre os mercados europeu e asiático, pelo que não deverá tardar muito para garantir que todos os exemplares têm comprador.

O primeiro SUV do fabricante de Modena, em mais de um século de história, tem tido um percurso algo atribulado, desde que foi introduzido em 2016. A ponto de o já falecido Sergio Marchionne, que nunca foi conhecido por ter ‘papas na língua’, ter assumido publicamente que considerava que o lançamento tinha sido um fracasso.

Apesar de a produção do modelo já ter sido interrompida um par de vezes, alternando com chamadas às oficinas, a verdade é que o Levante é o modelo que mais vende na Maserati. Não chega – nem de perto, nem de longe – à performance comercial de um Bentley Bentayga, mas a casa de Modena tem sabido atrair clientela com novas soluções para o seu SUV, seja ao nível das opções ou dos acabamentos.

O Levante Vulcano inscrever-se-á nesse esforço de diferenciação. Distingue-se pela cor mate Grigio Lava que reveste a carroçaria, mas também pela adopção de um pacote onde o preto é quem mais ordena (pack Nerissimo): dos farolins escurecidos à grelha em preto cromado, passando pelas próprias pegas das portas na cor da carroçaria. Para realçar o look desportivo, o SUV italiano monta umas jantes de 21 polegadas, também com acabamento mate, em contraste com o vermelho das pinças de travão (sistema de travagem Brembo Dual Cast de seis pistões).

No interior, como seria de esperar de uma edição limitada, prossegue o espírito de requinte, com uma clara nota de desportividade. Os bancos são em pele, ventilados ou aquecidos, reguláveis electricamente e com ajuste por memória, exibindo o logo da marca bordado numa cor contrastante. E, para que não hajam dúvidas de que este não é um Levante qualquer, o túnel central exibe o número da unidade. A completar o equipamento de série desta edição, um sistema de som premium da Bowers & Wilkins, portas com sistema soft close, sensores de estacionamento atrás e à frente e faróis adaptativos Matrix full-LED.

A mecânica, essa, continua a ser providenciada pela Ferrari. É de Maranello que saem os V6 biturbo com potências de 350 ou de 430 cv, sempre acoplados a uma caixa automática de oito velocidades e tracção integral.