Open da Austrália

Nadal e Tsitsipas nas ‘meias’ do Open da Austrália em dia histórico para Portugal

O grego venceu o espanhol Roberto Bautista tornando-se no mais jovem jogador a qualificar-se para as meias-finais de um torneio do Grand Slam desde Novak Djokovic. Já Nadal derrotou Frances Tiafoe.

O espanhol Rafael Nadal e o grego Stefanos Tsitsipas irão defrontar-se nas meias-finais do Open da Austrália

LUKAS COCH/EPA

O espanhol Rafael Nadal e o grego Stefanos Tsitsipas marcaram esta terça-feira encontro nas meias-finais do Open da Austrália, enquanto João Sousa tornou-se o primeiro tenista português a atingir as ‘meias’ de um ‘major’, em seniores, na prova de pares.

O vimaranense, de 29 anos, e o parceiro Leonardo Mayer, eliminaram o neozelandês Michael Venus e o sul-africano Raven Klaasen, sextos cabeças de série e finalistas de Wimbledon em 2018, por 6-4 e 7-6 (8-6), e garantiram a qualificação inédita para a fase seguinte em Melbourne Park.

“Jogar os quartos-de-final de um Grand Slam é um grande prazer, especialmente num ‘court’ como este [Margaret Court Arena]. Jogámos um grande encontro e estamos muito contentes por passar às meias-finais. Servimos muito bem, respondemos bem e estamos muito contentes com o nível jogado durante toda a semana”, comentou o português, 45.º colocado na hierarquia ATP de pares, revelando sentir que o “trabalho duro compensa”.

Sousa e o argentino Mayer vão agora discutir a passagem à final com os vencedores do encontro entre Jamie Murray/Bruno Soares, terceiros cabeças de série, e Henri Kontinen/John Peers.

Na competição de singulares, Nadal encerrou a jornada desta terça-feira com um triunfo nos quartos de final frente a Frances Tiafoe (39.º ATP), a jogar pela terceira vez o quadro principal do Open da Austrália, pelos parciais de 6-3, 6-4 e 6-2, em menos de duas horas.

O número dois do ‘ranking’ mundial e detentor de 17 títulos do Grand Slam nunca tinha defrontado o jovem norte-americano, de 21 anos, mas não encontrou grandes dificuldades para, com quatro ‘break points’ convertidos, em oito, e 29 ‘winners’, face aos 23 erros não forçados, regressar pela sexta vez ao grupo de quatro finalistas do Open da Austrália, cujo o título conquistou em 2009.

Apesar da derrota, Tiafoe vai integrar pela primeira vez na carreira o top-30 da hierarquia ATP, quando for atualizada na próxima segunda-feira, enquanto Nadal vai defrontar agora Tsitsipas, que venceu duas vezes na temporada passada, no ATP 500 de Barcelona e no Masters 1000 do Canadá.

“Depois de alguns problemas, voltar às meias-finais significa tudo para mim”, confessou o esquerdino, que não cedeu qualquer ‘set’ até às meias-finais e está a regressar oficialmente à competição nesta 107.ª edição do Open da Austrália, após uma cirurgia ao tornozelo direito em novembro de 2018.

Já Tsitsipas, que tinha eliminado Roger Federer nos oitavos de final, voltou a fazer mais uma vítima, desta vez Roberto Bautista Agut. O espanhol não conseguiu travar o grego que, aos 20 anos, atingiu pela primeira vez as meias finais de um torneio do Grand Slam, ao conquistar o triunfo pelos parciais de 7-5, 4-6, 6-4, 7-6 (7-2).

“Isto é um conto de fadas. Estou a viver um sonho. Depois da minha vitória sobre o Federer ficou tudo louco, mas mantive-me focado porque era importante dar sequência. Não adianta de nada ganhar ao Federer e perder logo depois”, defendeu o número 14 do ‘ranking’ ATP, a jogar apenas pela segunda vez o quadro principal do ‘major’ da Ásia-Pacífico.

Naquele que foi o primeiro encontro entre os dois, Tsitsipas tornou-se ainda no mais jovem jogador a qualificar-se para as meias-finais de um torneio do Grand Slam desde Novak Djokovic, no US Open, em 2007.

“Há umas semanas defini que um dos meus objetivos de 2019 era chegar às meias-finais de um Grand Slam e achei que estava louco. Mas afinal não”, confessou o jovem helénico, que é igualmente o mais novo tenista a apurar-se para os quatro semifinalistas do Open da Austrália desde Andy Roddick, em 2003.

Na prova feminina, destaque para a vitória da checa Petra Kvitova diante a australiana Ashleigh Barty, por 6-1 e 6-4, que lhe permitiu regressar pela primeira vez às meias-finais de um torneio do Grand Slam desde Wimbledon, em 2014, e ascender à liderança do ‘ranking’ WTA, na próxima segunda-feira, relegando a romena Simona Halep para a segunda posição.

Depois de ter sido esfaqueada na mão esquerda durante um assalto à sua casa, em dezembro de 2016, Kvitova foi submetida a uma cirurgia de reconstrução e falhou a primeira metade da temporada seguinte. Hoje, na entrevista em ‘court’, confessou “nunca” ter imaginado “poder voltar a jogar” no “grande estádio” que é a Rod Laver Arena.

A próxima adversária de Kvitova, bicampeã de Wimbledon, é a norte-americana Danielle Collins, que bateu a russa Anastasia Pavlyuchenkova em três partidas, por 2-6, 7-5 e 6-1, em pouco mais de duas horas de encontro.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Inovação

Os Pilares da Digitalização

João Epifânio

Pilar fundamental para o desenvolvimento da economia digital é a capacidade de incluir todos os cidadãos e empresas garantindo condições de igualdade de acesso à informação e a redução da infoexclusão

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)