Em 2018 repetiu-se o que tem vindo a vindo a acontecer no mercado português: a Renault assegurou o seu 21º ano consecutivo de liderança nas vendas, graças a um domínio “confortável” nos ligeiros de passageiros (13,7% de quota de mercado e 31.215 automóveis vendidos) e uma quota “histórica” de 21,4% nos comerciais ligeiros (8.401 unidades).

Feitas as contas, matricularam-se em Portugal 39.616 veículos com a marca do losango, o que se traduz numa quota de 14,8%. Foi “o melhor resultado dos últimos 15 anos”, sublinha a Renault Portugal em comunicado, acrescentando (meramente “a título de curiosidade”) que a Renault “vendeu mais do dobro da terceira marca do mercado e só a rede de concessionários comercializou mais unidades do que as vendas totais (ligeiros de passageiros e comerciais ligeiros) da segunda marca mais vendida em Portugal”.

Apesar de estar em fim de vida, pois a nova geração será apresentada em breve [possivelmente Março, em Genebra], o Clio voltou a ser o modelo mias adquirido pelos portugueses (13.592 unidades). Proeza que ocorre pelo sexto ano consecutivo, isto é, desde que foi introduzida a quarta geração do compacto francês.

No top 5, a Renault coloca ainda outros dois modelos, o Captur, que se estabeleceu no 4º lugar do ranking, com 6.189 viaturas entregues a clientes, e logo depois o Mégane, com um total de 5.795 novas matrículas.

Num mercado que registou um crescimento de 2,7% em relação a 2017, a que correspondem 267.600 unidades, os veículos 100% eléctricos representaram 1,6% do total de automóveis ligeiros (4.330 unidades). Destas, 1.305 foram ZOE, com o eléctrico francês a assumir a vice-liderança em Portugal nesta classe de veículos, ao mesmo tempo que se converteu no 4º modelo mais vendido dentro de toda a gama de automóveis de passageiros da Renault.