Moda

Chapéus há muitos, mas chapeleiras da Vanessa Teodoro para a Louis Vuitton há só esta

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As bolsas pintadas à mão voaram como pães quentes. Se correr, talvez ainda apanhe a caixa para chapéus personalizada pela ilustradora para a Louis Vuitton. Próxima paragem? China.

Em dois dias apenas as 15 bolsas para o passaporte foram todas vendidas. Sobrou a caixa para chapéus, que pode ser sua por 3200 euros ©DR

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  • Maria Ramos Silva
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Para enquadrarmos o leitor, refira-se que entre o primeiro contacto com este tema e a conversa com a autora, cerca de uma semana depois, já sobrava muito pouco ou quase nada que possa comprar. A 7 de janeiro, ainda Vanessa Teodoro, aka Super Van, ultimava pinceladas nas suas pequenas “Louis”, peças pintadas à mão para uma edição especial e limitada, à distância de uma visita ao número 190 da Avenida da Liberdade, em Lisboa. As 15 bolsas para guardar o passaporte aguentaram apenas dois dias na loja.

É no espaço da Louis Vuitton que pode conferir o resultado da colaboração de Super Van, nome de guerra da artista que assim se associa à marca de luxo francesa, para mais uma parceria no curriculum. Ou o que resta, claro. Neste caso, uma chapeleira única, fiel ao grafismo pensado pela artista visual.

“Sugeri dois tipos de imagem, um mais de streetart e fun e outra mais sóbria e adulta, que obviamente foi a que escolheram. A outra tinha as minhas bocas vermelhas, mais grafitti style. Mas correu bem”, reconhece Vanessa, cuja ligação à Vuitton remonta a 2016, quando viu o seu nome mencionado no Lisbon City Guide. No final de 2018, surgia a oportunidade para costumizar algumas peças, projeto que coincidiu com a inauguração do novo reduto da marca francesa na principal artéria da capital.

“Foi o mesmo freestyle com as malas da Coach há uns anos”, descreve Teodoro, recordando a parceria com aquela marca, outra referência premium, e onde também não havia segunda oportunidade para causar uma primeira boa impressão nos artigos. “Parecendo que não, o padrão é simples mas o processo foi vagaroso. Era uma tinta específica, com um cheio muito forte e muito grossa. Tinha que estar quase em meditação, não me podia enganar. Foi sem esboço nem nada, mas já estou habituada.”

Os padrões inspirados na sua África do Sul de origem, e que preenchem o seu crónico “horror ao vazio nas peças” conquistaram “muitos portugueses” — as concorridas bolsas para o passaporte custavam 225 euros, quanto à caixa para chapéus ascende aos 3200.

Se em abril de 2018, deixou a sua marca nos lenços da portuguesa Antiflop, a bússula aponta agora para a China. “Estou a preparar algumas montras para um centro comercial, só com lojas de luxo. Ainda estou na fase das maquetas”. Entretanto, por solo nacional, nascerá em breve outro grande projeto de street art, na zona de Entrecampos e Campo Pequeno, em conjunto com a Câmara Municipal de Lisboa. “Será algo com mil metros quadrados, vou pintar chão. Também estou a lançar mais produtos meus, tento trabalhar mais com néon, por exemplo, para além das telas”.

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