Síria

Crianças raptadas por pai jihadista voltam da Síria para junto da mãe — com a ajuda de Roger Waters

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Há quatro anos, foram raptados pelo pai e levados para a Síria. Viveram no território do Estado Islâmico até serem abandonados. Agora, o músico dos Pink Floyd ajudou-os a voltar para a mãe.

Getty Images

Mahmud e Ayyub Ferreira nasceram em Trinidad e Tobago, mas, quando tinham 7 e 4 anos, foram raptados pelo pai, que se radicalizou para se juntar ao Estado Islâmico e os levou para a Síria. Quando o jihadista morreu em combate, Mahmud e Ayyub ficaram sem pai nem mãe. Este ano, o jornal britânico The Guardian descobriu a mãe das duas crianças e publicou a história de como elas continuavam presas na Síria. O fundador dos Pink Floyd, Roger Waters, leu o artigo e decidiu ajudar.

Esta segunda-feira, a mãe das crianças, Felicia Perkins-Ferreira saiu pela primeira vez da ilha de Trinidad, onde nasceu, e viajou até à Síria, onde conseguiu com a ajuda do advogado de direitos humanos Clive Stafford Smith reencontrar os filhos.

Dali, os três passaram a fronteira para o Iraque, onde ficaram alojados numa suite de um hotel de luxo em Erbil, a capital do Curdistão Iraquiano. Nesta terça-feira, viajaram para Zurique, na Suíça, de onde seguiram para Londres, no Reino Unido, para participarem num programa de reabilitação antes de regressarem a Trinidad.

Tudo foi pago por Roger Water, que não só financiou todas a despesas como também emprestou o jato privado para levar a mãe das crianças de Trinidad e Tobago para a Síria e, depois, para a viagem de regresso.

Mahmud e Ayyub viveram durante três anos com o pai e com a madrasta, uma mulher belga que entretanto também se radicalizou, no território do Estado Islâmico. Foi com esta mulher que as duas crianças fugiram de Raqqa, capital do Estado Islâmico na Síria, quando a coligação internacional lançou o ataque ao grupo terrorista.

O pai morreu durante o combate e da madrasta não houve mais novidades. As duas crianças foram encontradas em 2017 na berma de uma estrada pelas forças curdas sírias e, desde essa altura, viviam num acampamento onde eram mantidos outros familiares de jihadistas que morreram ou foram capturados.

Apesar de não conseguirem dizer o nome da mãe, as duas crianças tinham fotografias de Felicia, que o The Guardian utilizou para localizar a mulher, descobrindo-a em Trinidad e Tobago.

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