Paz

Grupo cultural guineense pede preservação da paz aos militares da Guiné-Bissau

Os guineenses iniciaram a revolta armada contra a presença colonial portuguesa na Guiné-Bissau há 56 anos, tendo o país proclamado a sua independência a 24 de setembro de 1973.

Entoando cânticos de paz enquanto transportam bonecos de pombos brancos em posição de voo, os jovens do Fórum da Paz exortaram os militares "a tudo fazerem para que a paz vingue"

Paulo Cunha/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O grupo cultural guineense, Fórum da Paz, fez esta quarta-feira uma atuação em pleno Quartel-General das Forças Armadas para exortar os militares a preservarem a paz no país em saudação do dia dos Combatentes da Liberdade da Pátria.

Durante mais de três horas, os jovens vestidos de branco percorreram várias dependências do Estado-Maior General das Forças Armadas guineenses, exibindo uma réplica da Constituição e um boneco gigante de Amílcar Cabral, o “pai” das independências da Guiné e Cabo Verde.

Entoando cânticos de paz e transportando bonecos de pombos brancos em posição de voo, os jovens do Fórum da Paz, que têm percorrido a Guiné-Bissau, exortaram os militares “a tudo fazerem para que a paz vingue”. Um elemento do grupo, Jacinto Mango, disse à Lusa ser fundamental a manutenção da paz ainda agora que o país se prepara para a realização de eleições legislativas, em março, e as presidenciais, no decorrer deste ano.

Simbolicamente, os jovens entregaram uma bandeira de paz aos militares a quem pediram que a peça esteja sempre no coração de todos, soldados e oficiais. Para o major Quintino dos Reis, combatente da Liberdade da Pátria (veterano da luta armada pela independência) o gesto dos jovens do Fórum da Paz “representa uma chamada de atenção” para que os membros da sociedade castrense continuem na senda da paz que se vive no país, frisou.

O também diretor do museu militar disse ainda à Lusa que com a atual liderança do Chefe do Estado-Maior General das Forças, general Biague Na Ntan, os soldados sabem da sua responsabilidade na preservação da paz no país. “Porque sem a paz não podemos reconstruir esta terra, nem (trazer) a felicidade para qual os combatentes lutaram, o desejo de ver o desenvolvimento”, e ainda ajudar no crescimento das crianças, observou o veterano da luta armada.

Quintino dos Reis conduziu os membros do grupo cultural às campas de alguns heróis guineenses e de seguida falou-lhes de algumas das peripécias da guerra da independência.

Sobre a efeméride, esta quarta-feira comemorada com feriado nacional, o major considerou o dia 23 de janeiro de 1963, como “data histórica e bela por ter aberto o caminho para independência e liberdade” aos guineenses e outros povos do mundo, disse.

Faz esta quarta-feira 56 anos que os guineenses, sob a liderança de Amílcar Cabral, que foi assassinado a 20 de janeiro de 1973 na Guiné-Conacri, iniciaram a revolta armada contra a presença colonial portuguesa na Guiné-Bissau, tendo o país proclamado, de forma unilateral, a sua independência a 24 de setembro de 1973.

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