Rádio Observador

Marte

Trump disposto a dar orçamento ilimitado à NASA para ir a Marte até ao fim do primeiro mandato

1.938

Trump propôs à NASA que usasse todo o dinheiro de que precisasse, sem limites, para levar o Homem a Marte antes do final do seu mandato. NASA respondeu que só a partir de 2030 será possível.

Donald Trump cumprimenta Buzz Aldrin, astronauta da missão Apollo 11 e segunda pessoa a pisar a Lua

AFP/Getty Images

Donald Trump está disposto a dar um orçamento ilimitado à NASA se a agência espacial conseguir colocar alguém em Marte até ao fim do mandato do presidente norte-americano. A história foi avançada no livro “Team of Vipers”, escrita por um dos responsáveis pela comunicação de Donald Trump durante a campanha presidencial dele, e noticiada pelo Intelligencer.

Segundo Cliff Sims, Trump ficou insatisfeito quando Robert Lightfoot Jr, .ex-administrador interino da NASA, lhe explicou que não seria possível enviar uma missão tripulada a Marte antes dos anos 30. “Mas e se eu lhe desse todo o dinheiro que poderias precisar para o fazer? E se levássemos o orçamento da NASA ao rubro, mas nos focássemos inteiramente nisso, em vez de fazer o que quer que se esteja a fazer agora? Assim já dava?”, perguntou o presidente americano. O administrador disse que não. E Trump ficou “visivelmente desapontado”.

O episódio aconteceu a 24 de abril de 2017, poucos minutos antes de Donald Trump conversar publicamente e por videochamada com a astronauta e bioquímica Peggy Whitson, que nesse dia se tinha tornado na norte-americana que mais tempo passou no espaço. Ao lado dele estava a filha, Ivanka Trump, e a astronauta Kate Rubins. Antes da chamada ficar online, Donald Trump conversou em privado com Peggy Whitson e perguntou-lhe: “Diga-me, Marte: o que antecipa em termos de timing para realmente enviar seres humanos para lá?”. Peggy Whitson respondeu: “Bem, eu acho que segundo a lei, seria na década de 2030. Infelizmente, os voos espaciais exigem muito tempo e dinheiro, por isso, para chegar lá, é necessária alguma cooperação internacional”.

A resposta não agradou ao presidente norte-americano, que admitiu querer ver um norte-americano em Marte enquanto está na Casa Branca. “Bem, acho que queremos fazer isso no meu primeiro mandato ou, na pior das hipóteses, no meu segundo mandato. Vamos ter que acelerar um pouco”, admitiu Donald Trump. Depois explicou porquê: “Nós já não conquistamos a imaginação das pessoas. Nós costumávamos fazer coisas grandes, coisas incríveis. Ninguém podia fazer as coisas que nós fazíamos. Temos de inspirar as pessoas. Eles foram para a Lua. Mas a ligação seria ótima. Honestamente, quão fixe é a NASA?”.

Faltavam dez minutos para aquela vídeochamada se tornar pública, mas Donald Trump estava “distante e distraído” com a ideia de ir a Marte, descreve Cliff Sims. “Quais são os nossos planos para Marte?”, perguntou Trump ao então administrador interino da NASA. Robert Lightfoot Jr. respondeu que se ia enviar um rover para o Planeta Vermelho durante os anos 20 e só nos anos 30 é que se agendaria uma missão tripulada ao planeta vizinho. “Mas há alguma maneira de fazer isso até o final do meu primeiro mandato?”, insistiu o presidente americano. O administrador não disse que não, mas dissertou sobre as questões logísticas que isso implicava.

Foi então que Donald Trump fez a proposta ao administrador da NASA: usar todo o dinheiro de que precisasse, sem qualquer limite orçamental, desde que colocasse uma pessoa em Marte até ao fim do primeiro mandato do presidente — que termina a 20 de janeiro de 2021, embora possa ser reeleito para um segundo mandato. Robert Lightfoot Jr. pediu desculpa, mas não julgou que fosse possível. Faltavam 90 segundos para a videochamada pública com a astronauta Peggy Whitson, que estava na Estação Espacial Internacional.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: mlferreira@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)